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Suspeito de atacar STF com faca é acusado de homicídio brutal em Brasília

Expresso Rio
Eduardo Jesus Rodrigues. Foto: Divulgação

Um homem de 24 anos foi preso em flagrante acusado de matar o próprio patrão dentro de uma oficina mecânica no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), em Brasília, no Distrito Federal. O suspeito, identificado como Eduardo Jesus Rodrigues, já havia sido detido anteriormente após tentar invadir o Supremo Tribunal Federal (STF) portando uma faca de açougueiro.

De acordo com as investigações, o crime aconteceu na manhã de quarta-feira (6), por volta das 11h10. A vítima foi identificada como Flávio Cruz Barboza, de 49 anos, proprietário da oficina mecânica onde Eduardo trabalhava como ajudante.

Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o suspeito entrou no estabelecimento e iniciou o ataque de forma violenta. A vítima estava sentada quando foi atingida com um chute no rosto.

Na sequência, o agressor desferiu diversos golpes de faca contra o dono da oficina. Mesmo após a vítima cair no chão, o ataque continuou. As imagens mostram ainda o suspeito arremessando uma roda automotiva contra o corpo do homem e arrastando a vítima pela oficina, deixando marcas de sangue no local.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) conseguiu localizar e prender Eduardo minutos após o crime. Ele foi encaminhado para a delegacia e permanece sob custódia.

Eduardo Jesus Rodrigues já era conhecido pelas autoridades após um episódio registrado em setembro do ano passado. Na ocasião, ele tentou entrar no prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, no mesmo dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado.

Segundo informações da época, Eduardo se aproximou de uma das entradas da Corte exigindo acesso aos ministros. Policiais encontraram com ele uma faca de açougueiro durante a abordagem.

Ainda conforme o relato policial, o homem afirmou que pretendia apresentar a faca aos ministros do STF e pedir ajuda. Após o episódio, ele foi detido e posteriormente liberado.

As investigações apontam que Eduardo era natural de Luziânia, em Goiás, mas morava em Taguatinga, no Distrito Federal. Ele possuía antecedentes por porte de arma branca e tráfico de drogas.

De acordo com a apuração, o suspeito teria conseguido o emprego na oficina por indicação de um tio que também trabalhava no local.

A Polícia Civil do Distrito Federal segue investigando a motivação do homicídio e tenta esclarecer se houve algum desentendimento anterior entre o funcionário e o empresário antes do ataque.

O caso segue sob investigação e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.

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