O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que os Estados Unidos pretendem ampliar a campanha contra o Tribunal Penal Internacional (TPI). Segundo ele, o compromisso foi reafirmado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, durante uma conversa telefônica realizada na noite de sábado.
A declaração foi feita antes da viagem de Netanyahu a Washington, onde ele se reunirá com o presidente Donald Trump e participará do funeral do senador republicano Lindsey Graham.
De acordo com comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Rubio reiterou a disposição do governo americano de agir “com firmeza” contra o TPI.
“Ontem à noite falei com o secretário de Estado Marco Rubio, que reiterou a intenção dos Estados Unidos de agir com firmeza contra esta organização”, afirmou Netanyahu.
O líder israelense voltou a atacar a corte sediada em Haia, acusando o tribunal de comprometer a justiça internacional e de colocar a segurança dos países nas mãos de “funcionários corruptos”. Ele também pediu que outros governos acompanhem a iniciativa de Washington de confrontar o TPI.
NEW: 🇮🇱🇺🇸 Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu says Marco Rubio promised him that he will destroy the International Criminal Court for him:
“I spoke yesterday with Secretary of State Marco Rubio, and once again he reaffirmed to me the United States’ intention to act… pic.twitter.com/HXTnqSbkG7
— Megatron (@Megatron_ron) July 26, 2026
A reunião entre Netanyahu e Trump ocorre em um momento de crescente tensão no Oriente Médio. Além da guerra em Gaza, os dois líderes devem discutir a escalada do confronto entre Estados Unidos, Israel e Irã, tema que ganhou ainda mais relevância após os recentes episódios de hostilidade entre Washington e Teerã.
Netanyahu também comentou a destituição do procurador do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, afastado na sexta-feira em meio a acusações de conduta sexual imprópria. Sem apresentar provas, o premiê israelense insinuou que Khan teria emitido os mandados de prisão contra ele e contra o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant para desviar a atenção das denúncias que enfrentava.
Segundo Netanyahu, o então procurador buscava criar uma “couraça protetora” ao mobilizar setores críticos de Israel por meio das acusações contra o governo israelense.
O Tribunal Penal Internacional expediu, em novembro de 2024, mandados de prisão contra Benjamin Netanyahu e Yoav Gallant por suspeitas de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à ofensiva militar na Faixa de Gaza.
A campanha militar israelense devastou grande parte do território palestino. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 73,3 mil pessoas morreram e cerca de 7,5 mil continuam desaparecidas. A ofensiva foi classificada como genocídio por uma comissão independente das Nações Unidas e por diversas organizações internacionais, acusação rejeitada pelo governo israelense.