O ex-secretário de Obras de Morretes (PR) Guilherme Wicthoffet Machado foi preso em 31 de julho, no bairro de Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. A Justiça do Paraná expediu contra ele um mandado de prisão preventiva em uma investigação que apura suspeitas de corrupção, fraude em contratações públicas, peculato e lavagem de dinheiro.
Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital do Rio de Janeiro cumpriram a ordem judicial em apoio à Polícia Civil do Paraná, responsável pelas investigações. Guilherme estava foragido da Justiça paranaense e as equipes o localizaram após ações de inteligência.
A apuração investiga um suposto esquema de irregularidades em contratos públicos no Paraná. Os investigadores analisam indícios de pagamento de vantagens indevidas por empresas a agentes públicos.
A Polícia Civil também apura o uso de familiares e terceiros para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita. A investigação inclui possíveis operações de lavagem de dinheiro ligadas ao grupo sob suspeita.
Movimentações bancárias superam R$ 100 milhões
A análise das movimentações bancárias identificou cerca de R$ 43,9 milhões em s e débitos atribuídos ao núcleo principal dos investigados. O valor considera as transações examinadas pelos policiais durante a apuração.
Quando a investigação incluiu pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, o volume financeiro analisado ultrapassou R$ 100 milhões. Esse montante está sob análise policial e não corresponde a uma condenação ou a prejuízo já reconhecido pela Justiça.
Após a prisão, os agentes levaram o ex-secretário para a sede da Delegacia de Homicídios da Capital, no Rio. Ele permanece à disposição da Justiça.
Guilherme deverá seguir para audiência de custódia, quando a Justiça avaliará a legalidade e a necessidade da prisão preventiva. As polícias civis do Rio de Janeiro e do Paraná informaram que a ação integrou esforços para localizar foragidos e cumprir medidas judiciais ligadas ao caso.