Um caminhão-bomba explodiu neste sábado (01) perto de uma delegacia em Cúcuta, cidade colombiana na fronteira com a Venezuela, e deixou ao menos 11 feridos. O ataque ocorreu seis dias antes da posse do presidente eleito Abelardo de la Espriella, marcada para 7 de agosto em Cali.
O secretário de Segurança de Norte de Santander, George Quintero, informou que oito policiais e três civis sofreram ferimentos. “É um ato atroz e violento”, disse ele à imprensa, ao classificar o episódio como “profundamente lamentável”.
Jornalistas da AFP viram o veículo em chamas nas primeiras horas da manhã, ao lado da unidade policial. A explosão destruiu fachadas de prédios próximos, enquanto forças de segurança, militares e moradores se concentraram na região.
As autoridades ofereceram uma recompensa superior a US$ 32 mil por informações que levem à identificação e à prisão dos responsáveis pelo atentado.
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Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas neste sábado, dia 1º, na Colômbia quando um caminhão-bomba explodiu na cidade de Cúcuta, perto da fronteira com a Venezuela, segundo autoridades locais. pic.twitter.com/QYNa8P31aF
— Estadão 🗞️ (@Estadao) August 1, 2026
Posse em Cali terá esquema com 11 mil agentes
De la Espriella, advogado milionário de ultradireita, assumirá o comando do país no lugar de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia. Ele prometeu ampliar o combate a guerrilhas e organizações ligadas ao narcotráfico, em meio à pior onda de violência da última década no país.
A cerimônia terá um dos maiores esquemas de segurança já organizados para uma posse presidencial colombiana, com cerca de 11 mil soldados e policiais em operações terrestres, aéreas e marítimas. O presidente eleito pediu a transferência do evento de Bogotá para Cali, no sudoeste do país.
Cali e outras áreas da região enfrentam confrontos entre quadrilhas do narcotráfico e grupos guerrilheiros. De la Espriella também pretende encerrar negociações de paz conduzidas por Petro com organizações armadas e já relatou publicamente a existência de planos para assassiná-lo.
Petro estava em Cuba e não havia comentado a explosão até a publicação das informações. Na sexta-feira (31), ele criticou na rede X as ações dos Estados Unidos contra embarcações no Caribe e afirmou que ataques atribuídos ao combate ao tráfico mataram 261 pessoas, entre elas possivelmente 50 colombianos.