O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) formou maioria nesta quarta-feira (5) para manter o empresário e influenciador Pablo Marçal (União Brasil) inelegível até 2032. O julgamento virtual contabilizava seis votos contrários ao recurso apresentado por ele.
A decisão cria um obstáculo para os planos de Marçal de disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de outubro. O empresário ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mesmo com a condenação mantida pelo TRE-SP, Marçal pode tentar registrar sua candidatura e concorrer sub judice enquanto aguarda uma decisão definitiva do TSE sobre sua situação eleitoral.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada no dia 29 colocou Marçal em terceiro lugar na corrida pelo Senado, com 9% das intenções de voto. Marina Silva (Rede) tinha 14%, e Simone Tebet (PSB), 12%; ambas integram a chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.
Condenação teve origem em campanha de 2024
O recurso julgado agora contesta a condenação aplicada pelo próprio TRE-SP em dezembro de 2025, por uso indevido dos meios de comunicação na campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.
Naquele pleito, Marçal promoveu os chamados “campeonatos de cortes” e ofereceu ganhos financeiros a apoiadores que divulgassem seus conteúdos nas redes sociais. O Ministério Público e o PSB, partido da deputada federal Tabata Amaral, moveram ações sobre a prática.
No julgamento de dezembro, o tribunal afastou as acusações de abuso de poder econômico e gastos ilícitos de campanha, mas reconheceu o uso indevido dos meios de comunicação. A decisão também fixou multa de R$ 420 mil e inelegibilidade por oito anos.
O relator Cláudio Langroiva Pereira afirmou que a estratégia de Marçal era “proibida” pela impossibilidade de controle e fiscalização e pela oferta de remuneração a pessoas físicas para promover uma candidatura. Durante a campanha de 2024, Marçal também prometeu vídeos de apoio a candidatos a vereador que doassem R$ 5 mil por PIX à campanha dele.