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Super El Niño impulsiona debate sobre prevenção de desastres no RIW

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Super El Niño impulsiona debate sobre prevenção de desastres no RIW

As mudanças climáticas e os impactos provocados pelo Super El Niño dominaram parte da programação do Rio Innovation Week (RIW), maior evento de inovação e tecnologia da América Latina, nesta quarta-feira (5). No palco Transforma RJ, pesquisadores apoiados pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) apresentaram tecnologias voltadas à prevenção, ao monitoramento e à gestão de desastres naturais, destacando o papel da ciência no fortalecimento da capacidade de resposta a eventos climáticos extremos.

Um dos destaques foi a participação do coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia para Desastres (Ceped), da Coppe/UFRJ, Tharcisio Cotta Fontainha. O pesquisador desenvolve estudos sobre operações humanitárias e gestão de desastres, com foco na integração entre universidades, órgãos públicos e sociedade para ampliar a prevenção e a resposta a situações de emergência.

Segundo Cotta, a intensificação de fenômenos climáticos extremos exige uma atuação coordenada entre diferentes instituições e uma mudança na forma como cidades se preparam para enfrentar desastres.

“Precisamos integrar tecnologia, conhecimento científico e participação da sociedade para reduzir riscos e tornar as respostas mais rápidas e eficientes”, destacou.

Plataforma conecta droneiros voluntários à Defesa Civil

Durante a apresentação, o pesquisador mostrou a Plataforma de Droneiros Voluntários, que conecta pilotos de drones à Defesa Civil e a outros órgãos públicos. A ferramenta permite utilizar equipamentos particulares para mapear áreas de risco, monitorar desastres e auxiliar em operações humanitárias.

Desenvolvida no Ceped/Coppe, a plataforma reúne atualmente cerca de 80 voluntários cadastrados e funciona de forma colaborativa, integrando proprietários de drones, universidades e instituições públicas para compartilhar informações em tempo real durante situações de emergência.

“A Plataforma de Droneiros já reúne 80 voluntários cadastrados, dispostos a colocar seus drones a serviço da gestão de catástrofes ambientais”, afirmou Cotta.

Rede auxilia migrantes e refugiados

Outro projeto apresentado foi a Rede Refugia, plataforma digital que conecta migrantes, refugiados e organizações de apoio em todo o país. O sistema facilita o acesso a oportunidades de trabalho, moradia, alimentação e serviços de saúde, fortalecendo a integração social e oferecendo suporte em momentos de crise.

Cultura de prevenção

O debate também contou com a participação do tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Gil Kempers, assessor-chefe de Redução de Risco de Desastres e Eventos Extremos da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas).

Para ele, os desafios impostos pelas mudanças climáticas exigem investimentos contínuos em prevenção e conscientização da população.

“Precisamos ter resiliência para nos adaptar às mudanças climáticas e construir uma cultura de prevenção de riscos. O poder público deve apresentar respostas coordenadas, mas a sociedade também precisa estar preparada para agir diante das emergências, acompanhando os avisos meteorológicos e conhecendo as rotas de fuga”, afirmou.

Programação segue até sexta-feira

A participação no Rio Innovation Week continua até sexta-feira (7), reunindo pesquisadores, universidades, startups, empresas e instituições públicas para apresentar projetos voltados ao fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação no estado.

Entre os próximos painéis estão temas como Saúde 5.0, saúde mental no esporte, inteligência artificial aplicada à gestão pública, transformação digital na indústria, nanotecnologia para a saúde, empreendedorismo científico, deep techs e o uso de ciência de dados na formação de atletas de alto rendimento.

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