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Lula minimiza crise gerada pelo ex-assessor Marcola: ‘Quem nunca pediu empréstimo para um amigo?’

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Lula minimiza crise gerada pelo ex-assessor Marcola: ‘Quem nunca pediu empréstimo para um amigo?’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procurou reduzir o impacto político da saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, da coordenação de sua campanha à reeleição. Em reunião com aliados no Palácio da Alvorada, Lula afirmou acreditar na versão apresentada pelo ex-assessor de que os valores recebidos da empresária Roberta Luchsinger decorreram de um empréstimo pessoal, sem relação com qualquer atividade ilícita.

A informação foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles. Segundo relatos de participantes do encontro, o presidente demonstrou confiança no antigo colaborador e afirmou que, até que haja provas em sentido contrário, pretende conceder a ele o benefício da dúvida.

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Presidente defende presunção de inocência

Durante a conversa com aliados, Lula fez referência direta ao caso ao comentar a relação de confiança que mantém com Marcola.

Segundo pessoas presentes na reunião, o presidente perguntou:

“Quem aqui nunca pediu um empréstimo para um amigo?”

Ainda de acordo com os relatos, Lula destacou que o ex-chefe de gabinete colocou espontaneamente seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça para auxiliar no esclarecimento dos fatos.

Nos bastidores do Palácio do Planalto e da campanha presidencial, a avaliação é de que o episódio tende a produzir desgaste político limitado, já que, até o momento, não há investigação envolvendo diretamente o presidente da República.

Aliados afirmam que a estratégia será reforçar o discurso de respeito às investigações e à presunção de inocência dos envolvidos.

Marcola deixou campanha para preparar defesa

Marco Aurélio Santana Ribeiro ocupou o cargo de chefe de gabinete da Presidência da República no início do terceiro mandato de Lula e, posteriormente, deixou a função para assumir a coordenação da campanha presidencial, repetindo o papel desempenhado na eleição de 2022.

Após a divulgação das informações sobre os repasses financeiros recebidos de Roberta Luchsinger, Marcola deixou também a coordenação da campanha para concentrar-se exclusivamente em sua defesa.

Segundo pessoas próximas ao ex-assessor, a decisão teve como objetivo evitar que a investigação produzisse reflexos sobre a campanha eleitoral do presidente.

A saída ocorreu poucos dias depois de ele deixar oficialmente o gabinete presidencial para atuar na organização da agenda eleitoral de Lula.

Ex-assessor admite repasses e fala em empréstimo pessoal

Em nota divulgada após a repercussão do caso, Marcola confirmou ter recebido recursos financeiros de Roberta Luchsinger.

Segundo ele, os valores correspondem exclusivamente a um empréstimo pessoal, já integralmente quitado, sem qualquer relação com sua atuação no governo federal.

Em novo comunicado divulgado na terça-feira (4), o ex-assessor informou ter devolvido R$ 249 mil à empresária, mas não esclareceu se esse valor corresponde ao total recebido durante a operação financeira.

Marcola também negou qualquer irregularidade na transação e sustenta que não praticou ato ilícito.

Investigação envolve empresária ligada ao caso INSS

Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal em apurações relacionadas ao chamado caso INSS.

Segundo as investigações, ela é apontada como sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, personagem investigado por supostas irregularidades envolvendo contratos públicos.

Além disso, Roberta mantém relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, que também é alvo de investigações por suspeitas de tráfico de influência.

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