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A greve acabou? Ferroviários voltam ao trabalho, mas mantêm ameaça de paralisação; entenda

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A greve acabou? Ferroviários voltam ao trabalho, mas mantêm ameaça de paralisação; entenda

Os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) encerraram a greve na tarde desta quarta-feira (5), após aprovarem em assembleia uma proposta negociada com o governo de São Paulo. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) manteve a categoria em estado de greve, o que permite uma nova paralisação se os compromissos não forem cumpridos.

A assembleia aprovou o retorno imediato ao trabalho por 131 votos, enquanto 26 trabalhadores defenderam a continuidade do movimento. A decisão saiu após uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), com representantes do sindicato e do governo estadual.

O acordo prevê garantias aos empregos dos ferroviários durante a reorganização da CPTM. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que enviaria à Assembleia Legislativa de São Paulo um projeto de lei para assegurar a absorção ou cessão dos funcionários por órgãos da administração estadual.

As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade retomaram a operação normal com o fim da greve. Os ferroviários também decidiram que não vão ensinar suas funções às equipes da Trivia Trens, concessionária que assumiu as três linhas em 21 de julho.

Sindicato cobrará formalização das garantias de emprego

A categoria e o governo estadual devem se reunir em 19 de agosto para assinar um novo acordo coletivo que registre as propostas aprovadas na assembleia. Os ferroviários querem que o documento também contemple os empregados da Linha 10-Turquesa, a única que permanece sob gestão da CPTM.

A paralisação começou na terça-feira (4), com reivindicações contra as concessões das linhas ferroviárias e pela preservação dos postos de trabalho. Os trabalhadores defendem a retomada da administração das linhas 11, 12 e 13 pela CPTM e a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025.

A Trivia Trens assumiu as linhas pouco antes da greve. Nos primeiros dias de operação, o sistema registrou falhas e um incêndio, fatos que os ferroviários apontaram ao criticar as mudanças na administração do transporte.

Antes da assembleia, Tarcísio afirmou que nenhum funcionário perderia o emprego e disse que o Programa de Demissão Voluntária atenderia apenas quem desejasse deixar a função. O TRT-2 havia determinado a manutenção de 90% dos trabalhadores nos horários de pico e de 70% nos demais períodos, sob multa diária de R$ 5 milhões ao sindicato em caso de descumprimento a partir de quinta-feira (6).

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