O Programa Tolerância Zero inicia nesta quarta-feira (05) uma nova fase de atuação na Zona Sul do Rio, com a ampliação das ações de fiscalização e ordenamento urbano para ruas do entorno da orla de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon.
Além da fiscalização já realizada no calçadão e na faixa de areia, as equipes passarão a atuar em importantes vias de acesso às praias, como as avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Rainha Elizabeth, em Copacabana; a Rua Prudente de Morais, em Ipanema; e a Avenida General San Martin, no Leblon.
A operação contará com cerca de 600 agentes municipais, além de equipes das forças de segurança do Governo do Estado mobilizadas por meio do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) e de policiais militares dos 19º (Copacabana) e 23º BPM (Leblon). As ações, de acordo com o planejamento, serão realizadas diariamente, em diferentes horários e pontos da região.
Segundo a prefeitura, o reforço tem como objetivo ampliar a segurança de moradores e visitantes durante o deslocamento até as praias, a permanência na orla e o retorno para casa. A operação também prevê o aumento do patrulhamento preventivo, das ações de ordenamento urbano e da fiscalização do trânsito.
A nova fase do programa também intensificará as abordagens a motocicletas que circulam irregularmente pela região. As blitzes, segundo o município, serão realizadas em diferentes locais e horários para identificar veículos em situação irregular e coibir o uso de motos na prática de crimes.
Programa amplia atuação após duas fases na orla
Lançado em julho, o Tolerância Zero foi criado como uma política permanente de ordenamento urbano na orla do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A iniciativa reúne órgãos municipais e estaduais e tem como foco, de acordo com a prefeitura, o combate à exploração irregular do espaço público e à atuação de organizações criminosas no comércio ambulante.
Na primeira etapa, as equipes passaram a atuar de forma permanente no calçadão e em outros pontos da orla. Segundo a prefeitura, mais de mil mercadorias e objetos sem comprovação de origem foram apreendidos desde o início da operação, incluindo alimentos e bebidas.
A segunda fase concentrou as ações no combate a depósitos clandestinos usados para armazenar e distribuir produtos destinados ao comércio irregular. Até o momento, cinco estabelecimentos foram interditados — três em Copacabana e dois no Leme. A prefeitura estima que os locais tinham potencial para gerar cerca de R$ 655 mil por mês para organizações criminosas.
Ataque a viatura marcou início da operação
A ampliação do programa ocorre após episódios de violência registrados durante as primeiras semanas da operação. Uma viatura da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) foi alvo de um ataque com coquetel molotov em Copacabana, no dia 23 de julho.
As investigações contaram com o apoio de imagens e dados da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas Rio). Segundo a prefeitura, o sistema ajudou a reconstruir a dinâmica do ataque e a identificar os envolvidos.
A Polícia Civil informou que dois suspeitos foram presos por participação na ação. As investigações apontaram que o ataque teria sido organizado como represália às ações de ordenamento realizadas na orla.