O superiate Launchpad, associado ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, virou alvo de questionamentos após uma embarcação de cerca de 6 metros ficar à deriva no sudeste do Alasca. Embora estivesse mais próximo do barco, o iate não participou do socorro, que coube ao navio de cruzeiro Wilderness Legacy. Com informações do O GLOBO.
A pequena embarcação ficou sem combustível entre as cidades de Petersburg e Juneau, na semana passada. O Wilderness Legacy, da empresa UnCruise Adventures, navegava mais distante do ponto onde o barco teve problemas, mas resgatou seus ocupantes.
Um passageiro do cruzeiro relatou no Bluesky que a Guarda Costeira dos Estados Unidos tentou contatar por rádio o superiate, que estaria mais perto da emergência. Ele afirmou que a tripulação do Launchpad não respondeu aos chamados.
O relato provocou reação entre passageiros do Wilderness Legacy. Segundo o testemunho, pessoas a bordo vaiaram quando o capitão anunciou que a tripulação do cruzeiro havia feito o resgate.
Brian Baker, porta-voz de Zuckerberg e de sua esposa, Priscilla Chan, disse à revista Forbes que o casal não estava no Launchpad durante o incidente. A defesa busca afastar a hipótese de participação direta do empresário em qualquer decisão sobre o atendimento à emergência.
Baker afirmou que a tripulação do superiate operava em um canal de rádio diferente daquele utilizado nas comunicações sobre o barco à deriva. Quando os tripulantes verificaram a transmissão, o resgate já estava em andamento.
A versão do porta-voz contesta a acusação de que o Launchpad tenha deliberadamente ignorado o pedido de ajuda. As informações divulgadas não indicam que Zuckerberg tenha interferido pessoalmente no episódio.
O Launchpad mede cerca de 118 metros e tem valor estimado em US$ 300 milhões, aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Zuckerberg comanda a Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp.