O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP) criticou neste domingo (9) a política educacional do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), durante o primeiro debate da disputa estadual na Band. O petista apontou queda no desempenho do ensino médio, alfabetização abaixo da média nacional e problemas de infraestrutura para o uso de plataformas digitais nas escolas.
Haddad afirmou que São Paulo caiu sete posições no indicador de qualidade do ensino médio citado por ele. Segundo o candidato, o estado ocupava a terceira colocação quando Tarcísio assumiu o governo e agora está em décimo lugar. “É grave o que está acontecendo com a educação de São Paulo”, disse.
Na crítica à administração estadual, Haddad comparou São Paulo a Piauí, Ceará e Pernambuco. Ele sustentou que esses estados, apesar de terem menos recursos para investir por aluno, superaram a rede paulista no indicador mencionado no debate.
O petista também citou dados de alfabetização na idade adequada. Haddad afirmou que São Paulo registra 61% de crianças alfabetizadas nessa faixa, abaixo da média nacional de 66%, e classificou o resultado como “inaceitável”.
Haddad questiona plataformas digitais e conexão nas escolas
Ao abordar o projeto pedagógico da gestão Tarcísio, Haddad criticou a substituição de livros didáticos e do apoio aos professores por aulas em slides e plataformas digitais. “Eu aque o projeto pedagógico que foi introduzido em São Paulo está errado”, afirmou.
O candidato disse que a rede estadual não dispõe de estrutura suficiente para sustentar esse modelo. Segundo ele, um terço das escolas de São Paulo não tem conexão com a banda mínima necessária para o desenvolvimento adequado de atividades pedagógicas digitais.
Haddad defendeu mais apoio ao magistério e afirmou que o governo estadual precisa rever as ferramentas tecnológicas usadas na educação. Para ele, a política pública deve combinar valorização dos profissionais com recursos que atendam às necessidades das escolas.
Na conclusão de sua fala sobre educação, Haddad acusou a gestão de deixar de contratar tecnologias que considera mais modernas. “Foram preteridas pelo estado, que contratou coisa ruim para São Paulo”, disse o candidato.