Reinaldo Azevedo, em sua coluna no Metrópoles, criticou o ministro André Mendonça, que abriu um segundo inquérito contra Lulinha, em uma “mutação investigativa” do lavajatismo. Para o jornalista, há uma tentativa de criar múltiplas investigações para, na tentativa e erro, encontrar algo contra o investigado.
Azevedo ainda acusa Mendonça de criar uma “polícia clandestina” e violar a cadeia de custódia das provas, além de apontar que a imprensa trata Mendonça com leniência, diferentemente do que fez com Dias Toffoli. A suspeita é que os inquéritos têm motivação eleitoral, a menos de dois meses das eleições. Leia trechos da coluna de Reinaldo Azevedo:
Mendonça, quem compõe a polícia clandestina que investiga o DG da PF?
André Mendonça decidiu abrir um segundo inquérito contra Lulinha. Deve abrir outros. Mais uma trilha da “mutação investigativa”, essa filha temporã do lavajatismo. Começa-se investigando A. Se não der certo, vamos paras as alternativas B, C, D… Quem sabe, em algum momento, se pegue o peixe. Acho que não dará em nada. E é muito provável que já se saiba disso. Não fossem as eleições daqui a dois meses, nada existiria.
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Mas quem investiga? Ele próprio? É o investigador e também o juiz da causa? Mais: faz ainda o controle externo da Polícia Federal, papel que cabe ao Ministério Público?
Vamos pensar: ou bem Rodrigues é investigado pelo MPF — no caso, a PGR — ou bem pela própria Polícia Federal, a menos que Mendonça tenha a sua estrutura particular de apuração. E, nesse caso, estamos falando de uma polícia clandestina conduzida por um ministro do Supremo.
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O atual relator está na fase da pós-graduação no esforço de encabrestar a PF. Mas há uma diferença: um era massacrado pela imprensa; o outro é tratado como o cavaleiro sem máculas. Como diria o poeta, parece se interessar apenas por “substantivos celestes”. Que poeta? Drummond. Sigamos.