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O político bolsonarista protegido por Mendonça no caso Master

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O político bolsonarista protegido por Mendonça no caso Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da Polícia Federal para realizar buscas no escritório de advocacia do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). A solicitação integrou a oitava fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.

A PF apresentou imagens de câmeras de segurança que mostram Castro deixando o escritório com mochilas nos dias que antecederam a operação, no fim de maio. Os investigadores suspeitavam que ele poderia ter sido avisado sobre a ação e retirado documentos relacionados ao caso.

Mendonça concluiu que os elementos apresentados não comprovavam tentativa de obstrução da Justiça. O ministro também apontou que a polícia não demonstrou qual era o conteúdo das mochilas, requisito que considerou necessário para autorizar a medida no escritório.

Castro afirmou que levava e trazia mochilas, caixas, papéis e objetos enquanto organizava o local, montado cerca de um mês após sua saída do Palácio Guanabara. Ele negou ter recebido informação prévia sobre uma nova operação policial.

Castro cita ida ao cinema antes da operação

O ex-governador questionou a suspeita de que teria tentado eliminar provas. “O que eu poderia estar querendo destruir, ainda mais tendo tomado [outra] busca dez dias antes? Tanto eu não desconfiava que fui ao cinema com meu filho e minha mulher na noite anterior ver o filme do Michael Jackson”, disse.

Ele também declarou não conhecer os pedidos apresentados pela PF ao Supremo. “Se o ministro tivesse autorizado, seria um escárnio jurídico”, afirmou Castro sobre a possibilidade de busca em seu escritório.

Onze dias antes da operação relatada por Mendonça, a Polícia Federal já havia feito buscas no apartamento de Castro, na Barra da Tijuca. A ação ocorreu em investigação sobre supostas fraudes bilionárias ligadas ao Grupo Refit, refinaria do empresário Ricardo Magro, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Na operação seguinte, agentes foram à cobertura para a qual Castro havia se mudado no mesmo prédio e buscaram informações sobre um suposto esquema de propina que levou o Rioprevidência a investir quase R$ 3,7 bilhões no Banco Master. A PF apreendeu cinco celulares do ex-governador nas duas ações.

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