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Lula defende investigação sobre ex-assessor e diz que empréstimos são algo comum

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Lula defende investigação sobre ex-assessor e diz que empréstimos são algo comum

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a aliados que apoia o avanço das investigações da Polícia Federal envolvendo seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, mas ponderou que a obtenção de empréstimos é uma prática comum. A declaração foi feita nesta quarta-feira (5), durante reunião com dirigentes do PSOL e da Rede, em meio ao avanço das apurações sobre a relação do ex-assessor com a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal.

Segundo relatos de participantes do encontro, Lula defendeu que a investigação siga seu curso e ressaltou que muitas pessoas recorrem a empréstimos ao longo da vida. A manifestação ocorreu dias depois de vir a público que Marcola recebeu um empréstimo de R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, empresária apontada nas investigações como ligada ao lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, um dos principais alvos da operação que apura fraudes em benefícios previdenciários.

A empresária também é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, que atualmente é investigado pela Polícia Federal em apurações sobre suspeitas de tráfico de influência.

Lula diz apoiar apuração

Durante a conversa com aliados, Lula também afirmou que a esquerda historicamente foi alvo de acusações que, segundo ele, posteriormente não se confirmaram, citando como exemplos os ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

Ao tratar especificamente do caso envolvendo Marcola, no entanto, o presidente afirmou que a investigação deve prosseguir para esclarecer os fatos.

A transferência bancária envolvendo Roberta Luchsinger foi revelada inicialmente pelo portal Poder360. Após a divulgação, Marco Aurélio Santana Ribeiro afirmou que o valor recebido se referia a um empréstimo de natureza pessoal, já integralmente quitado, e negou qualquer irregularidade na operação.

Ex-assessor deixou equipe de campanha

Marco Aurélio Santana Ribeiro deixou a chefia do gabinete presidencial para integrar a equipe da campanha à reeleição de Lula. Depois que o caso veio à tona, ele também deixou a função na campanha.

Segundo relatos publicados pela imprensa, Lula determinou que o ex-assessor prestasse esclarecimentos sobre a operação financeira assim que tomou conhecimento da informação.

Ainda de acordo com interlocutores, o presidente afirmou que soube da existência do empréstimo poucos dias antes da divulgação pública do caso, mas somente após Marcola já ter sido incorporado à equipe eleitoral.

Aliados do presidente, porém, afirmam desconhecer quando exatamente Lula foi informado sobre o episódio.

Caso também envolve Lulinha

As investigações conduzidas pela Polícia Federal não se limitam ao ex-chefe de gabinete presidencial.

Lulinha também passou a ser alvo de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo empresários interessados em obter contratos com órgãos públicos durante o terceiro mandato de Lula.

Entre esses empresários está Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. As investigações apontam que ele mantinha relação próxima com Roberta Luchsinger, que também possui amizade com o filho do presidente.

Na semana passada, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., Lula afirmou que não utilizará o cargo para interferir nas investigações envolvendo seu filho.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, declarou.

Entenda o caso

O caso envolvendo Marco Aurélio Santana Ribeiro ganhou repercussão após a revelação de que ele recebeu um empréstimo de R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal em apurações relacionadas ao chamado “Careca do INSS”.

Após a divulgação da operação financeira, Marcola afirmou que o empréstimo foi de caráter estritamente pessoal, já foi quitado e não possui relação com sua atuação no governo ou na campanha eleitoral.

Até o momento, não há acusação formal nem condenação judicial contra Marco Aurélio Santana Ribeiro ou Roberta Luchsinger em relação aos fatos citados nesta reportagem. As investigações continuam em andamento.

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