A atriz Alanis Guillen conseguiu na Justiça uma medida protetiva contra a influenciadora Giovanna Reis após relatar episódios de ameaças, perseguição e invasão de domicílio. A decisão foi concedida com base na Lei Maria da Penha, que reconheceu indícios de violência psicológica no caso.
De acordo com os relatos apresentados no processo, Alanis afirmou que passou a receber contatos insistentes da ex-namorada após o término do relacionamento. A atriz também declarou que Giovanna teria ido até sua residência diversas vezes sem autorização, além de tentar contato com pessoas próximas e colegas de trabalho.
A defesa anexou mensagens, registros e depoimentos para embasar o pedido. Com base nesses elementos, a Justiça determinou a proibição de qualquer tipo de aproximação ou comunicação, incluindo mensagens, ligações e interações pelas redes sociais.
A decisão também impede Giovanna de se manifestar publicamente sobre a vida pessoal da atriz, medida que costuma ser adotada em casos considerados sensíveis ou com risco à integridade emocional da vítima.

Carioca de 28 anos, Giovanna Reis mantinha uma rotina discreta até ganhar visibilidade com o relacionamento com Alanis. Ela atua como produtora e gestora de projetos no festival Rock The Mountain e também trabalha com arte e design.
O relacionamento entre as duas começou em 2022, após o fim das gravações da novela Pantanal, na qual Alanis interpretou a protagonista Juma Marruá. Apesar de inicialmente manterem a relação longe dos holofotes, o casal passou a aparecer com mais frequência em público ao longo de 2025.
O namoro foi oficializado publicamente no Dia dos Namorados daquele ano, com publicações nas redes sociais. As duas compartilhavam interesses em comum, como viagens, festivais, arte e eventos culturais.
Antes mesmo da medida protetiva, o nome de Giovanna já havia repercutido nas redes após a circulação de conteúdos atribuídos a ela com teor discriminatório. A repercussão teria contribuído para o desgaste da relação e o término.
Com a decisão judicial em vigor, Giovanna Reis está proibida de manter qualquer contato com Alanis Guillen, enquanto o caso segue sob análise. A medida pode ser revista ou ampliada conforme o andamento do processo.
A aplicação da Lei Maria da Penha em relações homoafetivas reforça o entendimento jurídico de que a proteção contra violência doméstica se estende a qualquer configuração de relacionamento, priorizando a integridade física e psicológica das vítimas.