O ator Wagner Moura disse que está “cansado de ser odiado por uma galera” por causa de seus posicionamentos políticos. O desabafo ocorreu durante participação no programa “Conversa com Bial”, exibido na noite de terça-feira (4).
Na entrevista, gravada em Atenas, na Grécia, o artista falou sobre a polarização política e defendeu mais diálogo entre pessoas que sustentam opiniões divergentes.
Wagner afirmou que o afeto pode aproximar quem está em campos opostos do debate público. “No final, o que importa é o amor. É um clichê, mas é verdade. É o afeto, é o que a gente sente pelas pessoas que estão próximas da gente”, disse.
O ator acrescentou que a empatia também deve alcançar quem pensa diferente. “E, se tiver empatia suficiente, pelos outros também, inclusive os que pensam diferente da gente. Estou cansado de ser odiado por uma galera. É cansativo.”
Bial: “Você virou um ícone da esquerda”.
Wagner Moura: “Você prosperou na sua carreira como ator, então você conseguiu ter dinheiro pra comprar suas coisas. Os caras que são pela meritocracia, né? Quando eu tava lá em Rodelas, fui pobre, aí eu podia ser de esquerda, né?”
Wagner… pic.twitter.com/66on1ln2iW
— Julio Freiress (@JFreiress_) August 5, 2026
Ator diz que não vai mudar sua postura pública
Apesar de afirmar que as críticas o desgastam, Wagner Moura garantiu que continuará expondo suas opiniões. “Eu vou morrer dizendo as coisas que acho. Posso estar errado, mas a minha natureza é dizer o que penso”, declarou.
Para ele, a tolerância integra os pilares da democracia. O ator afirmou que considera assustador o fato de grupos políticos aparentemente não enxergarem mais a realidade da mesma maneira.
Wagner também respondeu à crítica de que seria contraditório defender pautas de esquerda após alcançar sucesso financeiro. Ele rejeitou a ideia de que prosperidade profissional impeça alguém de defender justiça social.
Ao lembrar sua origem em Rodelas, na Bahia, o ator questionou qual seria o limite financeiro que levaria uma pessoa a abandonar essas convicções. “Queria saber qual é o teto, quanto você precisa ganhar para deixar de acreditar em justiça social.”