A deputada estadual Martha Rocha protocolou nesta quarta-feira (6) um pedido de cassação imediata do mandato do deputado Thiago Rangel na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A representação foi baseada nas investigações da Operação “Unha e Carne”, conduzida pela Polícia Federal, que resultaram na prisão preventiva do parlamentar por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Segundo Martha Rocha, os fatos apontados no inquérito revelam uma situação de extrema gravidade e exigem uma resposta firme da Alerj para preservar a credibilidade do Parlamento fluminense.
De acordo com a deputada, o conteúdo das investigações ultrapassa os limites éticos e morais esperados de um representante público. Em declaração oficial, ela afirmou que o mandato parlamentar deve servir à sociedade e não pode ser utilizado para práticas ilegais.
A parlamentar também criticou a manutenção do gabinete de Thiago Rangel em funcionamento dentro da Assembleia Legislativa, mesmo após o afastamento determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Para Martha Rocha, a continuidade da estrutura parlamentar representa um contrassenso diante da decisão judicial e mantém ativa a influência política de um deputado investigado por suposta ligação com o crime organizado.
“A Assembleia precisa agir com rapidez para proteger a dignidade do Parlamento e o interesse público”, afirmou a deputada ao defender que o caso seja encaminhado diretamente ao Conselho de Ética, sem necessidade de sindicância prévia.
Na representação por quebra de decoro parlamentar, Martha Rocha argumenta que os fatos já são públicos, documentados e suficientemente graves para justificar uma tramitação mais célere dentro da Alerj.
Em nota, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro informou que seguirá os procedimentos previstos no Regimento Interno para análise do pedido de cassação.
O caso amplia a repercussão política da Operação “Unha e Carne” no Rio de Janeiro e deve provocar novos desdobramentos nos próximos dias dentro da Assembleia Legislativa.