A atriz Luana Piovani pediu o bloqueio do Discord no Brasil após a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma transmissão ao vivo na plataforma. Em vídeo publicado nas suas redes sociais, a artista cobrou medidas das autoridades e questionou a permanência do serviço no país diante de denúncias envolvendo grupos que utilizariam a rede para cometer crimes.
“Alguém me ajuda a movimentar esse país, por favor!”, disse Piovani ao comentar o caso. Segundo ela, existem diversos relatos e vídeos relacionados a grupos que atuariam dentro da plataforma. “São centenas de relatos e vídeos desses grupos. Então por que não acabar com o provedor desses grupos”, questionou.
Na publicação, a atriz afirmou que tem conversado com a delegada Liz, que acompanha investigações envolvendo crimes praticados contra crianças e adolescentes na internet. Piovani disse que busca respostas sobre a possibilidade de retirar o serviço do ar e cobrou uma reação das autoridades brasileiras.
“Eu vim aqui trocar uma ideia, nem sei mais se eu sei fazer isso. E os assuntos são tão difíceis que eu confesso que também tô meio perdida”, afirmou no início do vídeo.
Ao comentar o caso da adolescente de 13 anos, Piovani relatou que a jovem teria sido vítima de induções feitas por grupos na internet. “E eu vim dividir com vocês a minha ignorância, porque eu tenho trocado ideia com a delegada Liz e ela me passa as informações e a gente tem conversado e eu questionei muito por que que não encerra o trabalho, esse serviço do Discord, né?”, declarou.
A atriz também questionou a soberania do país para decidir quais serviços podem operar em território nacional. “Mas o Brasil não é um país soberano? Ele não pode decidir o que existe, o que legisla, o que tem direito de existir aqui ou não, como de serviço?”, afirmou.
Para Piovani, novos casos podem continuar acontecendo caso medidas mais duras não sejam adotadas. “O que mais precisa acontecer pra gente entender? Não sei, Lula, Silvio Almeida dos Direitos Humanos, Ministério Público Federal, Janja, Erika Hilton, tô apelando pra todo mundo”, disse.
A primeira-dama Janja da Silva também defendeu o bloqueio do Discord no Brasil. Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, na quinta-feira (6), ela associou o pedido ao caso da adolescente de 13 anos cuja morte teria sido transmitida ao vivo pela plataforma.
“A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma”, afirmou Janja.
Criado em 2015, o Discord é uma plataforma de comunicação que permite conversas por texto, voz e vídeo, além de transmissões em tempo real. O serviço funciona por meio de servidores criados pelos próprios usuários, que podem reunir canais para mensagens, imagens, vídeos e compartilhamento de tela.
No vídeo, Piovani reforçou que já existem relatos anteriores envolvendo animais e adolescentes e citou o trabalho da delegada Liz na identificação de vítimas.
“A doutora Liz tem mais do que centenas de relatos, inclusive de crianças e adolescentes que ela já conseguiu salvar por conta da tecnologia, da inteligência que está sendo utilizada pra tentar acabar com esses grupos”, afirmou.
Ao final, a atriz voltou a cobrar uma resposta sobre a responsabilidade da plataforma diante das denúncias. “Por que não acabar com o provedor desses grupos? Divido aqui a minha ignorância com vocês. Adoraria que alguém nos respondesse”, concluiu.