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Em ato do MTST, Lula põe moradia, mulheres e 6×1 no centro da campanha

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Em ato do MTST, Lula põe moradia, mulheres e 6×1 no centro da campanha

O presidente Lula afirmou neste sábado (8) que o governo pretende chegar a 3 milhões de moradias contratadas até dezembro e transformou a comemoração dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, em uma defesa de sua política habitacional e das bandeiras sociais que pretende levar para a campanha eleitoral.

Ao falar sobre o Minha Casa, Minha Vida, Lula lembrou as dificuldades enfrentadas no início do programa e disse que o país avançou para uma escala que antes era considerada impossível pelo setor privado. “Casa é um direito constitucional”, afirmou. O presidente também disse que o governo continuará priorizando a entrega dos imóveis às mulheres.

A participação feminina ocupou parte importante do discurso. Lula defendeu a independência econômica das mulheres, sua presença no mercado de trabalho e as políticas de combate ao feminicídio. Ao mencionar Simone Tebet, que deixou o Ministério do Planejamento para disputar o Senado por São Paulo, afirmou que “as mulheres não vão pedir licença, elas têm direito”.

O presidente também aproveitou o evento para elogiar os principais nomes de sua frente eleitoral no estado. Citou Fernando Haddad, candidato ao governo paulista, além de Tebet e Marina Silva, que disputarão o Senado. Lula ressaltou a passagem de Haddad pelo Ministério da Educação e vinculou sua atuação recente na Fazenda aos resultados econômicos do governo.

Presidente Lula participa do encontro do MTST, em Taboão da Serra (SP) https://t.co/Gq9qPXp3H4

— Lula (@LulaOficial) August 8, 2026

Ao falar de Marina, Lula citou os dados do Inpe que apontam queda dos alertas de desmatamento e disse que pretende enviá-los a Donald Trump. Em tom irônico diante da crise entre Brasília e Washington, chamou o presidente estadunidense de “meu amigo Trump”. A fala ocorreu em meio às críticas do governo brasileiro às justificativas usadas pelos Estados Unidos para aumentar tarifas contra produtos do país.

Lula também segurou um cartaz em defesa do fim da escala 6×1, pauta abraçada pelo governo e atualmente em tramitação no Senado. A proposta prevê dois dias de descanso semanal e redução da jornada máxima para 40 horas, sem diminuição salarial. O tema tornou-se uma das principais bandeiras trabalhistas da esquerda na disputa eleitoral deste ano.

No encerramento, o presidente convocou a militância para o lançamento de sua campanha, marcado para 16 de agosto em São Bernardo do Campo. O ato será realizado na Vila Euclides, palco histórico das greves dos metalúrgicos lideradas por Lula no fim da década de 1970 e início dos anos 1980. A escolha do local pretende ligar a campanha de reeleição às origens sindicais do presidente.

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