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Trump quer enviar US$ 1 bilhão a governo de extrema-direita da Colômbia

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Trump quer enviar US$ 1 bilhão a governo de extrema-direita da Colômbia

Os Estados Unidos pretendem articular com o Congresso um pacote de US$ 1 bilhão para apoiar a segurança da Colômbia, governada desde sexta-feira (7) pelo presidente Abelardo de la Espriella, de extrema-direita. A iniciativa foi anunciada pelo Departamento de Estado no dia da posse do novo chefe de Estado colombiano.

Em comunicado, o governo dos EUA classificou a ajuda como parte de uma “parceria renovada” entre os dois países. “Os Estados Unidos, em colaboração com o Congresso, pretendem anunciar um auxílio de 1 bilhão de dólares como parte de um pacote de segurança”, afirmou a nota.

O dinheiro deve apoiar o governo de De la Espriella na busca por objetivos comuns de segurança, segundo o Departamento de Estado. O anúncio ainda depende da atuação do Congresso estadunidense para avançar.

Advogado de 48 anos e aliado de Donald Trump, De la Espriella venceu o segundo turno das eleições colombianas em junho. Ele assumiu a Presidência sem ter ocupado antes um cargo eletivo.

Promessas de combate ao tráfico e aos grupos armados

Na cerimônia de posse, o presidente afirmou que a Colômbia vive um momento de “restaurar a ordem, a autoridade e a liberdade”. Sua plataforma prevê ações contra o tráfico de drogas e os grupos armados que atuam no país.

Em um discurso de 75 minutos para tropas em uma base militar de Cali, De la Espriella disse que organizações criminosas e grupos classificados por ele como “narcoterroristas” terão de se submeter ao Estado ou enfrentar as forças de segurança.

O novo presidente declarou que as negociações de paz com grupos armados chegaram ao limite. A posição indica uma mudança de direção em relação à busca de acordos com essas organizações.

De la Espriella também prometeu erradicar plantações de coca, inclusive com herbicidas aplicados por via aérea, e afirmou que o método não oferece riscos à saúde ou ao meio ambiente. Ele ainda defende reduzir em até 40% o tamanho do Estado e reativar os setores de petróleo e gás.

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