Pré-candidato ao Senado por Minas Gerais, o influenciador bolsonarista Marco Antonio Costa (Novo) perdeu a linha ao ser questionado pelo jornalista William Travassos, da Band, durante uma sabatina realizada na última sexta-feira (7). Conhecido como “Superman da Jovem Pan” no seu tempo de comentarista, ele se irritou com perguntas sobre o orçamento do estado.
“Eu não estou entendendo, isso aqui é uma sabatina para governador ou para o Senado?”, questionou o influenciador. No entendimento dele, um parlamentar não tem a obrigação de estar por dentro do que faz o executivo estadual.
“Eu quero entender sua visão sobre o estado de Minas Gerais. Você é apontado como o influenciador bolsonarista como um forasteiro em Minas Gerais”, tentou explicar o apresentador, mas sendo interrompido pelo candidato já impaciente tentando justificar seu despreparo.
“Sou doutor em direito constitucional, e que entende de legislação”. Também como suposta virtude, ele afirmou ainda ser “o único a criticar o Supremo Tribunal Federal em um ciclo de abuso de poder”.
Apresentador e pré-candidato ao Senado batem boca em sabatina na Band
Apresentador e pré-candidato ao Senado Marco Antônio Costa batem boca durante entrevista, após ele hesitar em pergunta técnica sobre o orçamento de MG e travar embates sobre PL e STF. pic.twitter.com/QhnQ7M5aCy
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) August 8, 2026
O debate seguiu com Marco Antonio se negando a reconhecer que é visto como um influenciador, mesmo sendo um. “Sabe quem me chama de forasteiro? A classe política que tem medo que eu ocupe o espaço que estou ocupando agora como candidato ao Senado pelo partido Novo”.
Travassos então o provoca com ironia: “Então você foi perseguido em Minas?”
O bolsonarista, que nunca escondeu a defesa aos políticos de direita e extrema-direita, disse ser uma “ameaça para quem quer ter mais poder”. “Isso vem de todos os lados. Aconteceu no PL comigo”, justificou.
No fim, ele voltou a atacar o STF dizendo que a suposta ditadura instaurada pelo judiciário inviabiliza o Senado, que, segundo ele, “hoje não existe”.