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Lula quer Petrobras de volta à distribuição e prevê expansão de refino e gás

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Lula quer Petrobras de volta à distribuição e prevê expansão de refino e gás

O programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um eventual quarto mandato prevê o retorno da Petrobras ao segmento de distribuição de combustíveis. A proposta aparece no capítulo dedicado à segurança e à transição energética e vem acompanhada de planos para ampliar a capacidade de refino da estatal e a atuação da Transpetro na logística de gás natural liquefeito (GNL).

A inclusão no programa formaliza uma ideia que Lula já vinha defendendo publicamente. Em entrevista concedida ao DCM e a outros veículos da esquerda em maio, o presidente afirmou que ainda sonhava com uma empresa estatal de “energia, de gás, de combustível” e disse que uma eventual recompra da antiga BR Distribuidora, atual Vibra Energia, estaria impedida contratualmente até 2029. O novo documento, porém, não diz que a Petrobras comprará a Vibra nem define como será feito o retorno ao mercado de distribuição.

A proposta é mais ampla que a reentrada nesse segmento. O programa afirma que a Petrobras deverá continuar ampliando investimentos em exploração de petróleo e gás em terra e no mar, além de revitalizar campos maduros. Também prevê novas reservas exploradas com maiores cuidados socioambientais, expansão da capacidade de refino e reforço da infraestrutura de gás natural.

No mesmo capítulo, a chapa defende que a estatal combine a expansão de petróleo e gás com a transição energética. O plano prevê investimentos em s de baixo carbono, redução de emissões operacionais e uma revisão do marco legal do Repetro voltada à descarbonização. Os investimentos da Petrobras também deverão continuar ligados à indústria naval brasileira, com reafirmação de regras de conteúdo local.

Os biocombustíveis ganham espaço específico. O documento propõe fortalecer a participação da Petrobras nesse mercado por meio da Petrobras Biocombustíveis (Pbio), ampliar combustíveis sustentáveis como SAF e biometano e aperfeiçoar o RenovaBio. O programa cita ainda etanol de segunda geração, diesel coprocessado, hidrogênio de baixa emissão de carbono e tecnologias de captura e armazenamento de carbono.

Na área elétrica, o plano propõe ampliar s renováveis, investimentos em armazenamento de energia e a rede de transmissão. Uma das propostas é abrir uma nova frente de investimentos em baterias para reforçar a segurança do sistema. O documento também prevê continuar a expansão hidrelétrica sob critérios socioambientais, acelerar a redução da geração a carvão e abrir uma discussão sobre o barateamento da energia para consumidores residenciais e empresas.

O ponto mais concreto sobre a Petrobras, no entanto, é a decisão política de recolocar a companhia na distribuição de combustíveis. O programa não informa se isso ocorrerá por meio de uma nova subsidiária, aquisição de participação em outra empresa, parceria ou outra estrutura empresarial. A definição do modelo ficará para uma etapa posterior, mas a diretriz passa a integrar formalmente o programa de um eventual Lula 4.

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