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Europeus mantêm boicote à Fifa e discutem ausência no Mundial de Clubes de 2029

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Europeus mantêm boicote à Fifa e discutem ausência no Mundial de Clubes de 2029

A Uefa mantém o boicote às competições da Fifa e o presidente da entidade europeia, Aleksander Ceferin, deve discutir com Nasser Al-Khelaifi uma possível ausência dos clubes no Mundial de Clubes de 2029. A medida mira a gestão de Gianni Infantino, que pretende disputar a reeleição à presidência da Fifa em 2027.

A confederação europeia afirmou que as condições para restabelecer a confiança na administração de Infantino “não foram atendidas”. O impasse já coloca em dúvida a participação europeia em torneios futuros da Fifa, a começar pela Copa do Mundo Feminina sub-20, marcada para setembro, na Polônia.

Ceferin deve viajar à Áustria para acompanhar PSG e Aston Villa pela Supercopa da Uefa, na quarta-feira, e aproveitar a agenda para conversar com Al-Khelaifi, presidente do clube francês e do Comitê de Clubes Europeus. A rádio britânica Talksport informou que o encontro pode tratar de um boicote ao torneio de 2029 caso Infantino siga no cargo.

A próxima edição do Mundial de Clubes ainda não tem sede, data, patrocinadores e modelo financeiro definidos. A competição ampliada recebeu críticas de clubes, jogadores e do próprio Ceferin por ampliar um calendário já carregado.

Dinheiro não encerrou disputa entre Uefa e Fifa

Na primeira edição do novo formato, a Fifa ofereceu cotas elevadas para atrair os participantes. Os clubes europeus receberam entre US$ 12,8 milhões e US$ 38,1 milhões apenas pela participação, enquanto os sul-americanos ficaram com US$ 15,2 milhões.

O Chelsea, campeão do torneio, recebeu US$ 125 milhões em premiação total. Mesmo com os valores distribuídos, a resistência europeia cresceu após a Fifa estudar a venda de uma participação em suas competições a investidores privados.

Em 30 de julho, as 55 federações da Uefa aprovaram por unanimidade o boicote às competições da Fifa em reação ao projeto. No dia seguinte, a entidade comandada por Infantino abandonou oficialmente a proposta, que previa aportes de US$ 20 milhões para cada uma das 211 federações filiadas em três anos.

A eleição da Fifa está marcada para 18 de março de 2027, com prazo de inscrição de candidaturas até 18 de novembro. Infantino busca o quarto mandato, e a Fifa reagiu às críticas em nota ao afirmar que há um “esforço coordenado e contínuo de alguns setores para enfraquecer a Fifa e seu presidente”.

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