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Fifa acusa críticos de campanha para minar Infantino após crise sobre investidores

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Fifa acusa críticos de campanha para minar Infantino após crise sobre investidores

A Fifa acusou neste sábado (8) adversários de conduzirem um “esforço orquestrado e contínuo” para minar a entidade e seu presidente, Gianni Infantino. O comunicado saiu em meio à crise provocada pelo projeto, abandonado pela organização, de abrir espaço para investidores privados. Com informações de UOL.

Infantino, que busca a reeleição em março de 2027, enfrenta críticas de dirigentes europeus e da Federação Norueguesa de Futebol. Até agora, ele é o único candidato declarado e precisa conquistar a maioria dos votos das 211 associações filiadas à Fifa para obter mais quatro anos no cargo que ocupa desde 2016.

A manifestação da Fifa também respondeu, sem citar diretamente, à reportagem do jornal britânico The Telegraph que atribuiu ao dirigente ítalo-suíço uma interferência para favorecer a promoção de uma funcionária da Uefa com quem teria mantido relacionamento íntimo. Infantino negou categoricamente a informação.

O jornal afirmou que a funcionária recebeu uma indenização de seis dígitos ao deixar a Uefa, em ano não informado, e teve despesas de cerca de 50 mil euros com um curso de MBA pagas pela entidade. A confederação europeia confirmou à AFP que houve pagamento e quitação das despesas do programa de negócios.

Fifa cita apoio de Conmebol e CAF diante de pressão da Uefa

“Informações recentes incluíram alegações infundadas e afirmações claramente falsas sobre a Fifa e seu presidente”, declarou a entidade. “Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição não transforma uma acusação em verdade”, acrescentou.

A Fifa lembrou o respaldo público recebido da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e da Confederação Africana de Futebol (CAF). No comunicado, sustentou que não aceitará processos eleitorais incompatíveis com seus estatutos e criticou quem tenta obter por “acusações, insinuações ou desinformação” o apoio que não alcançaria nos mecanismos internos da instituição.

A direção da Fifa se reuniu no Marrocos quatro dias antes e declarou “apoio total” a Infantino. A entidade admitiu erros na condução da proposta de entrada de capital privado e afirmou que não pretendia excluir o Conselho ou as associações nacionais de uma discussão que deveria ter seguido outro procedimento.

A retratação não reduziu a pressão da Uefa, que reiterou na quinta-feira a ameaça de boicotar torneios da Fifa, incluindo as Copas do Mundo, por alegar perda de confiança em Infantino. Na sexta-feira, a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, pediu a renúncia do dirigente, enquanto o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, defendeu em Cali que o trabalho do mandatário “não se pode ignorar”.

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