Relatórios do Centro Internacional de Cooperação Policial (IPCC), estrutura liderada pelo FBI, revelaram uma série de ameaças de atentados contra jogadores e árbitros durante a Copa do Mundo de 2026. Entre os principais alvos estava Lionel Messi, que teria sido o atleta mais ameaçado durante a competição.
Segundo informações divulgadas pelo jornal espanhol La Información, um homem telefonou para o aeroporto de Dallas, no Texas, afirmando que ele e outras duas pessoas estavam a caminho do AT&T Stadium, onde Argentina e Jordânia se enfrentaram em 27 de junho. O suspeito disse que o grupo estava armado com bombas caseiras e um fuzil AR-15.
Messi foi apontado como principal alvo
De acordo com os documentos aos quais o periódico teve acesso, o homem afirmou que pretendia atacar policiais e jogadores, citando Messi como alvo principal. O caso fez parte de um conjunto de ocorrências investigadas pelas autoridades de segurança durante o Mundial.
Cristiano Ronaldo também apareceu entre os nomes ameaçados. O português foi classificado como o jogador que mais sofreu assédio durante a competição. Em 16 de junho, um homem chegou a ser preso depois de levantar suspeitas de um funcionário da Fifa ao pedir informações sobre a hospedagem do atacante.
As ameaças também atingiram árbitros. François Letexier, responsável pela arbitragem do confronto entre Argentina e Egito, em 7 de julho, recebeu mais de 6 mil ameaças em sua conta pessoal do WhatsApp. Diante da situação, a família e a residência do francês precisaram contar com proteção policial.
Ameaças chegaram às arquibancadas
Durante a partida entre Argentina e Egito, realizada no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, pelo menos outras duas ameaças foram investigadas. Em uma delas, um usuário do X publicou uma mensagem afirmando que entraria no estádio para explodir Messi com quatro bombas presas ao corpo.
Em outro episódio, um homem telefonou para a polícia durante o jogo e afirmou ter colocado três bombas em três lixeiras do estádio. As autoridades precisaram apurar a denúncia dentro do esquema de segurança montado para a Copa.
Outros jogadores também foram ameaçados após cometerem erros em campo. O norueguês Alexander Sørloth registrou ocorrência depois que ele e a esposa receberam ameaças de morte após uma oportunidade clara de gol desperdiçada pelo atacante.
O colombiano Jaminton Campaz também foi alvo de ameaças após perder um pênalti. A situação foi considerada grave a ponto de impedir que o jogador retornasse ao país junto com o restante da delegação.
Árbitros e seleções também viraram alvos
O francês Lucas Digne, que cometeu um pênalti durante a partida entre França e Espanha, também foi alvo de ameaças registradas em boletins de ocorrência.
A seleção da Coreia do Sul enfrentou situação semelhante. Eliminada na primeira fase do Mundial, a equipe precisou ser escoltada por um grande contingente policial até o aeroporto durante o retorno ao país, depois de receber ameaças de morte.