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Queda de helicóptero na Vista Chinesa: o que já se sabe e o que ainda falta esclarecer

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Queda de helicóptero na Vista Chinesa: o que já se sabe e o que ainda falta esclarecer

A queda de um helicóptero que deixou quatro mortos na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, ainda tem pontos a serem esclarecidos. A aeronave caiu na manhã de sábado (8), durante um voo panorâmico, e as causas do acidente são investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil.

O helicóptero, um Robinson R44 de matrícula PP-MFS, havia decolado do Aeroporto de Jacarepaguá por volta das 11h para realizar um passeio turístico com sobrevoo ao Cristo Redentor. A aeronave caiu em uma área de mata fechada da Floresta da Tijuca, próxima à Vista Chinesa, e pegou fogo após a queda.

As quatro pessoas que estavam a bordo morreram. O piloto Alessandro Rocha, de 51 anos, já teve o corpo liberado. Ele vai ser enterrado nesta segunda-feira (10), no Cemitério Municipal de São Gonçalo, na Região Metropolitana.

As outras três vítimas eram turistas colombianas da mesma família: Rocio Cubillos, de 59 anos; Wendy Manrique, de 37, filha de Rocio; e Sofia Murillo, de 17, filha de Wendy e neta de Rocio. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, e passam por exames para identificação.

Por que o helicóptero caiu?

Essa é uma das principais perguntas ainda sem resposta. Até o momento, não há uma causa oficial apontada para o acidente.

Segundo a Polícia Civil, a perícia no local já aconteceu, mas os agentes da 19ª DP (Tijuca) aguardam o laudo do Cenipa. Outras diligências também estão em andamento para apurar as circunstâncias da queda. Os responsáveis pelo helicóptero serão intimados a depor.

O Cenipa informou que, nesta segunda-feira (10), ainda prosseguiam os trabalhos de “Ação Inicial” relacionados ao acidente. Nessa etapa, investigadores fazem a coleta e a confirmação de dados, verificam os danos causados à aeronave e levantam outras informações consideradas relevantes para a investigação.

Os elementos reunidos agora vão subsidiar as fases posteriores da apuração, que têm como objetivo identificar possíveis fatores que contribuíram para o acidente.

Houve falha mecânica?

A análise dos destroços e dos danos provocados na aeronave faz parte do trabalho dos investigadores.

O Cenipa ainda não divulgou uma hipótese sobre o que provocou a queda. Entre os pontos que precisam ser analisados estão as condições da aeronave, os dados do voo e o que ocorreu nos momentos que antecederam o acidente.

A aeronave tinha certificado de aeronavegabilidade válido e, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), estava autorizada a realizar voos panorâmicos.

O que a perícia já pode revelar

Para o perito aeronáutico Daniel Calazans, a chamada Ação Inicial é uma etapa fundamental da investigação, embora não seja suficiente, por si só, para determinar o que provocou a queda. No local, os investigadores registram a posição e as condições dos destroços, analisam a forma como a aeronave atingiu o solo e recolhem peças que poderão ser examinadas posteriormente.

“Eles [Cenipa] vão lá, tiram fotos, recolhem os destroços, principalmente as peças, como o helicóptero caiu, o ângulo de incidência, então essa perícia no local, chamada de ação inicial, vai recolher os materiais e fazer um panorama muito importante, longe de ser conclusivo. Precisa ser muito muito bem feito para que as outras fases da investigação sejam bem feitas”, explica ao .

Calazans destaca que, neste momento, nenhuma hipótese deve ser descartada. A investigação precisa considerar desde possíveis problemas mecânicos e de manutenção até as condições meteorológicas e a qualidade do combustível utilizado pela aeronave.

“São as hipóteses que serão levadas em consideração: a parte mecânica, se a aeronave estava com manutenção em dia, as condições meteorológicas, até mesmo se o combustível estava direito ou se era adulterado… Nesse momento, não se descarta nenhuma hipótese mas também não consegue se fechar nenhuma. Tudo será levado em consideração”, afirma.

O que a família fazia no Rio?

As três colombianas estavam no Rio acompanhadas de outros três parentes. O grupo havia contratado o passeio com a empresa Voo Rio Panorâmico (VRP).

A família dividiu o passeio em dois grupos. Rocio, Wendy e Sofia embarcaram no primeiro voo. A previsão era de que o helicóptero retornasse para buscar os demais parentes, entre eles Laura, que comemorava aniversário e participaria do segundo voo.

A família recebeu a notícia da queda antes do embarque do restante do grupo.

O que falta a investigação descobrir?

Além da causa da queda, os investigadores ainda precisam esclarecer a sequência de acontecimentos que levou o helicóptero a cair em uma região de mata fechada.

A análise do local do acidente, dos destroços, das condições da aeronave e de outras informações coletadas durante a Ação Inicial deverá ajudar a determinar se houve algum fator específico que contribuiu para o acidente.

Por enquanto, tanto a Polícia Civil quanto o Cenipa ressaltam que os trabalhos ainda estão em andamento. O Cenipa informou que a etapa atual é justamente de coleta e confirmação de informações, que serão utilizadas nas fases seguintes da investigação.

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