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Thiago Ávila é solto por Israel após pressão internacional

Expresso Rio
Imagem: Reprodução

O ativista brasileiro Thiago Ávila foi solto por Israel neste sábado (9) após dias de pressão internacional envolvendo organizações de direitos humanos e manifestações do governo brasileiro. Segundo o Centro de Direitos Humanos Adalah, que acompanha o caso, ele deverá ser deportado ao Brasil nos próximos dias.

Além de Thiago, também será libertado o ativista espanhol Saif Abu Kashek. Os dois haviam sido presos após forças israelenses interceptarem um navio da flotilha humanitária Global Sumud Flotilla, que seguia em direção à Faixa de Gaza transportando alimentos e itens básicos de sobrevivência.

De acordo com comunicado divulgado pelo Adalah, os dois ativistas serão transferidos para as autoridades de imigração israelenses enquanto aguardam o processo de deportação para seus países de origem.

Ainda segundo a organização de assistência jurídica, Thiago Ávila e Saif Abu Kashek permaneceram em isolamento total durante a detenção. O grupo afirma que os ativistas foram submetidos a condições consideradas punitivas, além de denúncias de maus-tratos e tortura.

Os interrogatórios teriam sido encerrados neste sábado. Os dois ativistas também estavam em greve de fome desde o início da prisão.

Na última terça-feira (5), o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, havia determinado a prorrogação da prisão até este domingo (10). A decisão foi assinada pelo juiz Yaniv Ben-Haroush.

A manutenção da prisão de Thiago Ávila provocou reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em publicação nas redes sociais, Lula classificou a detenção do brasileiro como injustificável e afirmou que a ação do governo israelense gerou preocupação internacional.

O presidente também declarou que a interceptação da flotilha humanitária representou uma afronta ao direito internacional. Segundo Lula, os governos do Brasil e da Espanha cobraram garantias de segurança para os ativistas e pediram a libertação imediata do grupo.

Thiago Ávila integrava a delegação brasileira da Global Sumud Flotilla, formada por ativistas pró-palestinos que partiram de Barcelona em 12 de abril com destino à Faixa de Gaza.

A embarcação foi interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais próximas à ilha grega de Creta, no último dia 30 de abril. O navio levava alimentos e suprimentos considerados essenciais para a população palestina em meio à crise humanitária na região.

Enquanto Thiago Ávila e Saif Abu Kashek foram levados para Israel, outros mais de 100 ativistas que participavam da missão em cerca de 20 embarcações acabaram direcionados para Creta.

Esta não foi a primeira ação israelense contra flotilhas humanitárias organizadas em apoio à população de Gaza. Em outubro do ano passado, militares israelenses já haviam interceptado outra missão semelhante e prenderam mais de 450 participantes.

Entre os detidos na ocasião estava a ativista sueca Greta Thunberg, conhecida internacionalmente por sua atuação em causas ambientais e humanitárias.

Agora, com a libertação de Thiago Ávila, cresce a expectativa sobre a chegada do brasileiro ao país e os possíveis desdobramentos diplomáticos envolvendo Brasil, Israel e organizações internacionais de direitos humanos.

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