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Rafael Nobre é alvo de nova investigação do MP sobre contratos e cargos em Detran e Degase

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Rafael Nobre é alvo de nova investigação do MP sobre contratos e cargos em Detran e Degase

O deputado estadual Rafael Nobre voltou a ser citado em investigações que apuram contratos públicos e a influência política na administração estadual do Rio de Janeiro. Reportagem exibida pelo RJ2 reuniu informações de investigações do Ministério Público, documentos apreendidos e auditorias realizadas pelo atual governo estadual, apontando contratos envolvendo uma empresa ligada ao parlamentar e indicações de aliados para cargos públicos.

Segundo a apuração, a empresa Nutrifoods recebeu aproximadamente R$ 6 milhões em contratos para fornecer alimentação a adolescentes atendidos pelo Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) entre 2018 e 2020.

De acordo com o Ministério Público, Rafael Nobre seria sócio oculto da empresa. Formalmente, a companhia estava registrada em nome de Juliana, apontada pelos investigadores como responsável por emprestar o nome ao negócio.

Conversas obtidas após quebra de sigilo telefônico mostram a mulher afirmando que seu nome estaria sendo utilizado para movimentações financeiras ligadas à empresa. As mensagens integram o conjunto de provas analisadas pelos investigadores.

Empresa investigada

A Nutrifoods é apontada pelo Ministério Público como uma empresa que teria vínculo indireto com o deputado estadual.

As investigações sustentam que a companhia venceu contratos públicos destinados ao fornecimento de alimentação para unidades socioeducativas administradas pelo Degase.

As acusações ainda são objeto de investigação e não representam decisão definitiva da Justiça.

Cargos no governo

A reportagem também destaca que a influência política atribuída a Rafael Nobre teria alcançado diferentes órgãos do Governo do Estado.

Uma planilha apreendida durante investigação envolvendo o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, relacionava cargos atribuídos ao grupo político do deputado no Detran-RJ e em uma unidade do órgão localizada na Barra da Tijuca.

Posteriormente, auditorias determinadas pelo governador em exercício Ricardo Couto resultaram na exoneração de 32 servidores apontados como indicados por Rafael Nobre.

Segundo informações do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE), as demissões ocorreram durante o processo de revisão dos quadros da administração estadual.

Entre os exonerados está Lúcia Cristina Menezes de Souza, que ocupava cargo no Detran com remuneração de até R$ 7 mil.

Depósito Público também foi alvo

Relatórios de inteligência produzidos pelo governo estadual também identificaram indicações ligadas ao parlamentar no Depósito Público, órgão subordinado à Secretaria de Planejamento responsável pela guarda de bens apreendidos pela Justiça e pela realização de leilões estaduais.

Segundo a reportagem, 20 pessoas ligadas ao grupo político de Rafael Nobre foram exoneradas do órgão.

Entre elas está Anderson McLeod dos Santos Lopes, que divulgava apoio ao deputado em suas redes sociais e ocupava cargo remunerado no serviço público.

A reportagem também cita Valdir Areia de Menezes, ex-candidato a vereador em Nilópolis e aliado político do deputado, como um dos nomes que permaneceram na estrutura administrativa.

Defesa do deputado

Em nota, o deputado estadual Rafael Nobre negou qualquer irregularidade.

Segundo o parlamentar, seu mandato é exercido com foco no bem-estar da população que o elegeu. A reportagem informa ainda que não conseguiu contato com os demais citados na apuração.

Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre os fatos apresentados, que continuam sendo objeto de investigações conduzidas pelos órgãos competentes.

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