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Joaquim Barbosa avisa ao DC que não disputará a Presidência em 2026

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Joaquim Barbosa avisa ao DC que não disputará a Presidência em 2026

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa comunicou ao presidente do Democracia Cristã, o ex-deputado João Caldas (DC-PB), que não será candidato à Presidência da República em 2026. A decisão retira da disputa um nome que o partido havia tentado viabilizar desde sua filiação, em abril.

Essa é a segunda vez que o ex-parlamentar desiste de concorrer a presidência, a primeira ocorreu em maio de 2018, quando era cotado pelo PSB.

Barbosa discutiu a possibilidade de concorrer ao Planalto, mas condicionou a entrada na corrida eleitoral a sinais concretos de viabilidade. Em maio, ele afirmou: “Eu precisaria sentir boa receptividade” do eleitorado.

O ex-ministro também cobrou estrutura partidária para sustentar uma campanha nacional. “Caso o partido [DC] consiga estabelecer alianças com outras legendas que o permitam ter tempo de TV e recursos, as condições estarão dadas”, disse na época.

Pesquisas internas do DC indicavam que Barbosa poderia crescer ao longo da pré-campanha, mas a movimentação não avançou. No levantamento Datafolha divulgado em junho, ele apareceu com 1% das intenções de voto.

O DC não fechou alianças nem montou uma estrutura capaz de dar visibilidade nacional ao ex-ministro. Sem tempo de televisão, recursos e apoios partidários, Barbosa decidiu formalizar sua intenção de não disputar.

A definição ocorre às vésperas do período em que os partidos escolhem seus candidatos em convenções. O calendário eleitoral prevê que as siglas realizem esses encontros entre 20 de julho e 5 de agosto.

A filiação de Barbosa e a hipótese de lançá-lo ao Planalto provocaram uma crise interna no Democracia Cristã. O ex-deputado Aldo Rebelo, que já havia se apresentado como pré-candidato, classificou a movimentação como uma “afronta” e manteve sua candidatura.

Após o conflito, o DC expulsou Aldo Rebelo, mas ele recorreu à Justiça e conseguiu uma liminar para retornar ao partido. Com a desistência de Barbosa, a legenda chega ao período de convenções ainda pressionada a definir quem representará a sigla na eleição presidencial.

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