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Pesquisa Quaest: Maioria dos brasileiros rejeita redução de penas por atos cometidos em protestos do 8 de Janeiro

Expresso Rio

A pesquisa Quaest divulgada neste domingo (17) mostrou que a maioria dos brasileiros é contrária à redução das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados rejeitam a medida, enquanto 39% apoiam a diminuição das punições. Outros 9% não souberam responder ou preferiram não opinar.

O tema voltou ao centro do debate político nacional após o Congresso Nacional derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria. A proposta foi posteriormente promulgada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e passou a gerar discussões sobre possíveis impactos nas condenações relacionadas aos atos ocorridos em Brasília.

De acordo com os dados da Quaest, a resistência à redução das penas aparece com mais intensidade entre eleitores independentes e setores identificados como esquerda não lulista.

Entre os independentes, 58% disseram ser contra a medida, enquanto 31% afirmaram apoiar mudanças nas punições aplicadas aos condenados.

A pesquisa também buscou identificar como os entrevistados enxergam os objetivos do PL da Dosimetria aprovado pelo Congresso.

Segundo o levantamento, 54% acreditam que a proposta teve como principal objetivo beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Já 34% afirmaram entender que a medida buscava beneficiar todos os condenados ligados aos atos de 8 de janeiro.

Outros 12% não souberam responder.

A discussão sobre revisão de penas ganhou força política após a derrubada do veto presidencial ao projeto que altera critérios de dosimetria penal. A medida vem sendo debatida por parlamentares, juristas e setores políticos em meio às condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado investigada após os atos de invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Segundo especialistas ouvidos em debates públicos sobre o tema, a proposta gera divergências porque envolve discussões sobre proporcionalidade das penas, responsabilidade individual dos condenados e os efeitos políticos das decisões judiciais.

O tema também segue repercutindo nas redes sociais e nos bastidores políticos de Brasília, especialmente diante da proximidade do calendário eleitoral de 2026.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado entre os dias 8 e 11 de maio.

Ao todo, 2.004 pessoas foram entrevistadas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A Quaest informou que os dados refletem o atual cenário de divisão política no país em torno dos desdobramentos do 8 de Janeiro e das discussões sobre revisão das penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Nos próximos meses, o tema deve continuar no centro das discussões políticas nacionais, principalmente diante das repercussões jurídicas e eleitorais envolvendo lideranças políticas ligadas ao caso.

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