O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ajudou a construir a neutralidade da federação União Brasil-Progressistas em disputas nacionais e estaduais que podem favorecer o presidente Lula na eleição de 2026, segundo o Blog da Ana Flor no g1. A articulação antecedeu o encontro que retomou, na última semana, a relação política entre os dois.
Alcolumbre atuou para afastar siglas do centrão de palanques ligados ao PL de Flávio Bolsonaro em colégios eleitorais importantes. O movimento reduz apoios partidários que poderiam ampliar a presença do senador fluminense na disputa presidencial.
Lula e Alcolumbre haviam rompido após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os interesses eleitorais do PT abriram espaço para a reconstrução da interlocução entre o Palácio do Planalto e o comando da Casa.
Os dois devem se reunir novamente nos próximos dias. Alcolumbre também busca apoio para se reeleger presidente do Senado e considera a aproximação com Lula, que lidera as pesquisas por margem estreita, parte dessa estratégia.
Neutralidade alcança Rio de Janeiro e Minas Gerais
No Rio de Janeiro, a posição neutra da federação atende ao prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo estadual, e enfraquece o palanque de Flávio Bolsonaro no estado que concentra a base eleitoral da família Bolsonaro.
A decisão no Rio saiu após uma longa reunião com integrantes da campanha de Paes, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, dirigentes do PP e Alcolumbre, que participou por telefone. A federação evitou assumir compromisso com uma candidatura presidencial no estado.
Em Minas Gerais, União Brasil e PP decidiram apoiar o governador Mateus Simões (PSD) e deixaram o PL de Flávio Bolsonaro sem o respaldo da federação. O estado é um dos maiores colégios eleitorais do país.
Em São Paulo, Flávio Bolsonaro encontra um cenário mais favorável pelo desempenho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, nas pesquisas estaduais. Em outros estados, candidatos ao governo evitam vinculá-lo às próprias campanhas mesmo quando mantêm coligações com o PL.