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Polícia Militar é Condenada a 40 Anos de Prisão por Homicídio de Torcedor do Fluminense no Rio de Janeiro

Expresso Rio
Policial penal Marcelo Lima | Crédito: Reprodução

O policial penal Marcelo de Lima foi condenado nesta sexta-feira (08) a 40 anos de prisão pela morte do cinegrafista e torcedor do Fluminense Thiago Leonel Fernandes da Motta e pela tentativa de homicídio contra Bruno Tonini. O caso aconteceu após o clássico entre Flamengo e Fluminense, nas proximidades do Estádio do Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

A decisão reconheceu os crimes de homicídio e tentativa de homicídio triplamente qualificados. Entre as qualificadoras apontadas estão motivo torpe, impossibilidade de defesa das vítimas e risco provocado às pessoas que estavam no local no momento dos disparos.

Além da pena de reclusão, Marcelo também perderá o cargo público de policial penal. A defesa ainda poderá recorrer da sentença.

Segundo as investigações, Thiago Leonel e Bruno Tonini estavam em um bar frequentado por torcedores tricolores na noite de 1º de abril de 2023, após o Fla-Flu, quando Marcelo de Lima, que estava de folga, se envolveu em uma discussão no estabelecimento.

Imagens gravadas por testemunhas registraram o momento em que nove tiros foram disparados, causando pânico e correria entre clientes que estavam no bar.

Thiago Leonel morreu no local. Ele tinha 36 anos e era operador de câmera, diretor de fotografia e um dos fundadores do grupo Samba pra Roda, conhecido pelas apresentações no tradicional Bar do Omar, no Rio de Janeiro.

Já Bruno Tonini sobreviveu aos disparos, mas sofreu ferimentos graves. Conforme o processo, ele perdeu um rim, o baço e partes do fígado e do intestino após passar por cirurgias de emergência.

No início das investigações, testemunhas afirmaram que a confusão teria começado por causa de duas pizzas brotinho no balcão do bar.

Posteriormente, o Ministério Público do Rio de Janeiro concluiu que o crime teria sido motivado por desavenças políticas entre Marcelo de Lima e as vítimas.

Durante o julgamento, o policial penal alegou legítima defesa e disse ter se sentido ameaçado no momento da discussão. Ele também declarou estar “triste” com a repercussão de que teria matado alguém “por causa de uma pizza”.

O crime teve ampla repercussão entre torcedores, profissionais do audiovisual e frequentadores da cena cultural do Rio de Janeiro. A morte de Thiago Leonel gerou homenagens de amigos, familiares e integrantes de grupos ligados ao samba e à cultura popular carioca.

A condenação encerra uma das etapas mais importantes do processo criminal envolvendo o caso ocorrido no entorno do Maracanã, um dos principais pontos de concentração de torcedores em dias de clássico no Rio.

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