Pular para o conteúdo

Na UFF, Cármen Lúcia defende democracia e rejeita interferência externa

na-uff,-carmen-lucia-defende-democracia-e-rejeita-interferencia-externa
Na UFF, Cármen Lúcia defende democracia e rejeita interferência externa

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia defendeu, nesta segunda-feira (27), a democracia brasileira e afirmou que o país não deve sofrer interferências externas em suas decisões. A declaração foi feita durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.

Sem citar diretamente líderes ou governos estrangeiros, a ministra afirmou que é papel dos próprios brasileiros definir os rumos do país e alertou para tentativas de enfraquecimento das instituições democráticas.

“Há que haver espaços como este, reuniões como essa, que dão a demonstração daqueles vetores, daqueles temas mais importantes para que a gente caminhe e fortaleça a democracia no Brasil e em todos os lugares do mundo, para que ninguém queira também interferir e fragilizar a nossa democracia”, afirmou.

Em seguida, reforçou que a definição do futuro do país cabe exclusivamente à população brasileira.

“Somos nós que temos que falar o que é para nós no Brasil, o que nós queremos”, declarou Cármen Lúcia.

Ditadura

Durante o discurso, Cármen Lúcia também relembrou o período da ditadura militar e destacou o papel desempenhado pela SBPC como espaço de debate e resistência em meio às restrições às liberdades democráticas.

“Eu, no período em que fui estudante, algumas instituições eram nossa voz, porque estávamos com a boca amordaçada. Proibidas de pensar”, disse.

Segundo a ministra, as eleições da entidade científica mobilizavam a sociedade justamente por representarem uma oportunidade de manifestação em um período de repressão política.

“As eleições da SBPC eram aguardadas por nós, eram de conhecimento do Brasil inteiro. Cumpria a voz de ser daqueles que não podiam levantar sua voz”, afirmou.

Ao falar sobre democracia, Cármen Lúcia voltou a defender a segurança e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. A ministra ressaltou que a vontade popular se manifesta por meio do voto e destacou a transparência das urnas eletrônicas.

“Aqui na democracia, a urna brasileira precisa só de um dedo na urna eletrônica confiável, transparente e auditável. Feita pelo Brasil e pelo povo”, declarou.

autores
tópicos relacionados

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.