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Líderes religiosos têm a menor influência no voto dos brasileiros, diz Datafolha

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Líderes religiosos têm a menor influência no voto dos brasileiros, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha aponta que 67% dos brasileiros dizem que a opinião de líderes de sua igreja não terá nenhuma influência na escolha do candidato a presidente neste ano, o maior índice de rejeição à influência entre os grupos testados pelo instituto.

Entre todos os itens apresentados aos entrevistados, a resposta “nenhuma influência” foi majoritária. No caso dos líderes religiosos, 23% afirmaram que a opinião deles terá muita ou alguma influência no voto, percentual menor que o registrado por familiares, amigos, imprensa e redes sociais.

Outros 7% disseram não ter líderes religiosos ou não frequentar igreja. Quando o Datafolha isolou apenas a resposta “muita influência”, líderes de igreja ficaram com 13%, também abaixo dos demais grupos avaliados.

A comparação com outros círculos de convivência mostra patamares mais altos de influência. Jornalistas e pessoas da imprensa somaram 38% entre “muita” e “alguma” influência; companheiros ou companheiras chegaram ao mesmo índice entre entrevistados com relacionamento estável.

Influência religiosa varia por escolaridade e região

A influência atribuída a líderes religiosos muda de acordo com a escolaridade. Entre entrevistados com ensino fundamental, 30% disseram que a opinião deles terá muita ou alguma influência, ante 15% entre pessoas com ensino superior.

O recorte regional também mostra diferença. No Nordeste, 29% atribuem muita ou alguma influência aos líderes de igreja, percentual acima dos 20% registrados no Sudeste e dos 14% no Sul.

A diferença entre católicos e evangélicos ficou dentro das margens de erro. Entre evangélicos, 28% afirmaram que líderes de sua igreja terão muita ou alguma influência; entre católicos, o índice foi de 24%.

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 139 municípios nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro total é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Na mesma rodada, Lula (PT) aparece com 48% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno. A avaliação do governo manteve 38% de ruim ou péssimo, 32% de ótimo ou bom e 28% de regular.

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