Câmeras de monitoramento instaladas na vegetação do Parque Nacional do Itatiaia, no Sul Fluminense, registraram a circulação de diversas espécies da fauna silvestre entre fevereiro e abril deste ano. O sistema flagrou uma onça-parda, gatos-do-mato, filhotes e outros animais ameaçados de extinção, reforçando a importância da unidade de conservação para a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica.
As imagens mostram uma fêmea de gato-do-mato-pequeno acompanhada de um filhote na Trilha Rui Braga, localizada na parte alta do parque. O monitoramento também registrou, em diferentes ocasiões, uma onça-parda circulando tanto na parte alta quanto na parte baixa da unidade de conservação.
Além dos felinos, as câmeras captaram filhotes de queixada e de gambá-de-orelha-preta, evidenciando a reprodução de espécies silvestres dentro da área protegida. Assista:
🐆 ESPÉCIES AMEAÇADAS | Câmeras registraram a circulação de diversas espécies da fauna silvestre entre fevereiro e abril deste ano
📸Divulgação / Parque Nacional do Itatiaia / ICM Bio pic.twitter.com/a7HfdB2f1e
— (@agendadopoder) July 27, 2026
Animais ameaçados
Entre os animais registrados, várias espécies estão classificadas em algum grau de ameaça de extinção. O queixada é considerado vulnerável pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A onça-parda está classificada como quase ameaçada (NT) pelo MMA. Já o gato-maracajá é vulnerável segundo o MMA e quase ameaçado pela IUCN.
O gato-do-mato-pequeno, um dos destaques do levantamento, é classificado como espécie em perigo (EN) pelo MMA e vulnerável (VU) pela IUCN. O gato-mourisco também integra a lista de espécies vulneráveis elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente.
Ao todo, o monitoramento contabilizou 3.423 registros, dos quais 1.454 corresponderam a animais. Foram identificadas 21 espécies de mamíferos e 15 espécies de aves.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a organização Onçafari e a Jaguar Land Rover (JLR). O projeto, iniciado em 2024, tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a fauna do Parque Nacional do Itatiaia e subsidiar ações voltadas à conservação das espécies.