Começa neste domingo (03) a série especial “Mães que inspiram: Histórias de força entre o trabalho, o lar e o amor incondicional”, que traz relatos reais de mulheres que equilibram a maternidade com a vida profissional. A primeira história é de Nathália Ferraz, gerente de loja e mãe da Joana, que divide sua vivência marcada por desafios, descobertas e transformação pessoal.
Para Nathália, a maternidade representa um dos papéis mais profundos que já vivenciou. “Ser mãe, pra mim, é o papel mais intenso e transformador que existe”, afirma. A chegada da filha trouxe uma mudança definitiva em sua forma de enxergar a vida. Segundo ela, um dos momentos mais marcantes foi a percepção de que suas escolhas deixaram de ser individuais. “Nada mais seria só sobre mim”, relembra.

Conciliar a rotina profissional com as demandas da maternidade ainda é, segundo Nathália, um exercício diário. Ela não romantiza a experiência e reconhece que o equilíbrio perfeito não existe. “Tem dias leves, outros caóticos. Já entendi que estou longe disso ou que talvez nem exista esse equilíbrio ideal”, pontua. Mesmo assim, segue administrando os desafios com resiliência.
No ambiente de trabalho, Nathália destaca que teve apoio, o que fez diferença na sua trajetória. “Tive a sorte de encontrar pessoas que não veem a maternidade como um peso”, relata. Essa compreensão contribuiu para que ela pudesse se desenvolver profissionalmente sem abrir mão de seu papel como mãe.
A experiência da maternidade também impactou diretamente sua postura profissional. Nathália afirma que se tornou mais firme e determinada, mas, ao mesmo tempo, mais sensível nas relações. “Hoje me vejo mais humana e justa nas decisões”, explica.
Entre os maiores desafios, ela destaca a sensação constante de não dar conta de tudo. “A gente sempre acha que poderia estar fazendo mais”, diz. Esse sentimento frequentemente vem acompanhado pela culpa, algo que, segundo ela, parece fazer parte da maternidade. “Costumo dizer que nasce uma mãe, nasce uma culpa. Principalmente quando preciso sair tarde do trabalho ou não consigo colocá-la para dormir”, revela.
Apesar disso, Nathália aprendeu a lidar com esse sentimento de forma prática. “Eu aprendi a não deixar a culpa me paralisar”, afirma. Para ela, seguir em frente é essencial, principalmente por causa da filha, que representa sua maior motivação. “Ela é minha força, meu combustível diário. Quando penso nela, não consigo desistir de nada”, completa.
Ao deixar uma mensagem para outras mães, Nathália reforça a importância de abandonar a busca pela perfeição. “Você não precisa ser perfeita. Você precisa ser presente, de verdade, do seu jeito”, aconselha.
Quando pensa no legado que deseja deixar, Nathália é direta: quer ser lembrada não apenas como mãe, mas como alguém que também construiu uma relação de amizade com a filha. “Que além de mãe, fui melhor amiga”, finaliza.
Acompanhe amanhã mais uma história da série especial…
Essa é mais uma história da série especial “Mães que inspiram”, que celebra mulheres reais que transformam amor em força todos os dias.