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Governo Trump tenta obrigar jornalista a revelar fontes sobre missão fracassada na Coreia do Norte

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Governo Trump tenta obrigar jornalista a revelar fontes sobre missão fracassada na Coreia do Norte

O governo de Donald Trump intimou judicialmente o jornalista freelancer Matthew Cole para obrigá-lo a revelar as s de uma reportagem publicada pelo New York Times sobre uma missão ultrassecreta dos Estados Unidos que fracassou na Coreia do Norte.

No ano passado, marines do SEAL invadiram o país e mataram “acidentalmente” pescadores, perfurando seus pulmões para que os corpos afundassem e depois saíram às pressas, diz a matéria.

A intimação, até agora mantida em sigilo, é mais um passo da ofensiva da administração Trump para identificar responsáveis por vazamentos de informações confidenciais. A estratégia tem incluído pressão direta sobre jornalistas para que revelem suas s, uma prática que era extremamente rara no governo federal antes do início do segundo mandato de Trump.

Em fevereiro, agentes do FBI foram até a residência de Matthew Cole, em Nova York, para entregar uma intimação expedida por um grande júri federal a pedido de promotores de Newport News, no estado da Virgínia, relataram s que falaram sob condição de anonimato.

Os investigadores querem que o jornalista preste depoimento sobre cerca de dois anos de contatos e conversas relacionados à reportagem sobre a operação na Coreia do Norte, na tentativa de identificar quem forneceu as informações sigilosas.

Ainda não está claro se o governo também solicitou acesso aos registros telefônicos e aos e-mails de Cole, medida que já foi adotada em outras investigações envolvendo vazamentos.

O advogado do jornalista, David A. O’Neil, afirmou que seu cliente “dedicou sua vida profissional a expor irregularidades cometidas por autoridades e a informar o público sobre o funcionamento do governo”.

Segundo O’Neil, Matthew Cole “não será intimidado” e continuará defendendo a liberdade de imprensa e a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos diante do que classificou como “ataques descarados desta administração contra jornalistas”. O advogado acrescentou que o repórter manterá o compromisso de proteger a identidade de suas s.

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