O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou o Move Brasil e autorizou o financiamento de veículos seminovos para motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas de táxi. A linha de crédito, de até R$ 30 bilhões, antes contemplava apenas a compra de automóveis novos.
A mudança entrou nas regras do programa por meio de uma medida provisória editada pelo governo federal sobre renegociação de dívidas rurais. O texto incluiu a alteração que permite a compra de seminovos dentro dos critérios definidos para a linha de financiamento.
Os veículos elegíveis precisam ser elétricos, híbridos ou flex, ter fabricação a partir de 2024 e custar até R$ 150 mil. O teto de preço é o mesmo aplicado aos carros novos já contemplados pelo programa.
O Move Brasil busca facilitar o acesso ao crédito para profissionais do transporte remunerado individual de passageiros. A inclusão de seminovos amplia as opções para trabalhadores que dependem do carro para gerar renda e reduz o valor de entrada em comparação com modelos novos.
A linha prevê taxa de juros de 0,91% ao mês para mulheres e de 0,99% ao mês para homens. O prazo de pagamento pode chegar a 72 meses, com carência de até seis meses para o início das parcelas.
O financiamento também poderá cobrir despesas ligadas à operação do automóvel. Entre os itens aceitos estão seguro do veículo, seguro prestamista — que quita a dívida em situações como morte do contratante — e equipamentos de segurança.
A inclusão de equipamentos de segurança atende a demandas apresentadas por mulheres que trabalham no transporte de passageiros. O governo manteve como requisito o enquadramento dos veículos nas categorias elétrica, híbrida ou flex, além do ano mínimo de fabricação e do limite de R$ 150 mil.
Com a nova regra, motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas de táxi passam a ter acesso a alternativas mais baratas para renovar a frota usada no transporte individual de passageiros, sem restringir o programa aos automóveis zero quilômetro.