Dezenas de camelôs realizaram um protesto no fim da tarde desta quinta-feira (16) e bloquearam duas faixas da Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A manifestação foi organizada em reação à Operação Tolerância Zero, iniciada pela Prefeitura do Rio para reforçar a fiscalização contra o comércio ambulante irregular na orla.
O ato começou por volta das 17h40, no sentido Leme, e provocou retenções no trânsito. Apenas uma faixa da avenida permaneceu liberada para a circulação de veículos, enquanto policiais militares acompanharam a manifestação com viaturas e motocicletas.
Camelôs pedem direito ao trabalho
O protesto contou com a participação de vendedores que utilizam motos elétricas para transportar mercadorias pelas praias da Zona Sul.
Durante a manifestação, os participantes entoaram palavras de ordem como “Somos trabalhadores, não criminosos“, “Sou camelô, sou seu amigo. Mexeu com eles, mexeu comigo”, “O camelô não é ladrão” e “Queremos trabalhar”.
Os manifestantes afirmam que a operação compromete o sustento de centenas de trabalhadores que atuam diariamente na orla carioca.
Operação reforçou fiscalização
A mobilização ocorreu poucas horas depois do início da Operação Tolerância Zero, lançada pela Prefeitura do Rio na madrugada desta quinta-feira.
A ação incluiu a instalação de grades nos acessos às praias da Zona Sul e o reforço da fiscalização por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) para combater o comércio ambulante irregular e outras infrações na orla.
Orla teve cenário diferente durante o dia
Antes do protesto, equipes de fiscalização mantiveram intenso monitoramento em diferentes pontos de Copacabana.
Na altura do Copacabana Palace, por exemplo, o calçadão permaneceu sem ambulantes durante toda a tarde, sob fiscalização da Seop e com policiamento ostensivo. Imagens aéreas registraram a ausência de vendedores no trecho.
No primeiro dia da operação, a fiscalização também resultou na retirada de vendedores de alimentos tradicionais da praia, como milho e queijo coalho, além da apreensão de mercadorias e do reforço da presença de agentes públicos ao longo da orla.