A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 conta com o apoio de sete em cada dez brasileiros, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, indica que 69% da população é favorável à redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, enquanto 22% são contrários à mudança e 9% não souberam ou preferiram não responder.
O estudo também mostra que a discussão já é conhecida pela maior parte da população. De acordo com a pesquisa, 75% dos entrevistados afirmaram saber que a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora aguarda análise no Senado. Outros 25% disseram ter tomado conhecimento do tema apenas durante a entrevista.
Apoio supera rejeição, mas expectativa é dividida
Apesar do amplo apoio ao projeto, os brasileiros demonstram opiniões divididas sobre os efeitos práticos da medida. Metade dos entrevistados acredita que, caso a proposta seja aprovada definitivamente, passará a trabalhar menos horas por semana.
Por outro lado, 45% afirmam não acreditar que a redução da jornada será percebida na prática, enquanto 5% não souberam responder à pergunta.
A proposta em tramitação prevê a diminuição da carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas, alterando o atual modelo de trabalho conhecido como escala 6×1, em que o trabalhador tem direito a apenas um dia de folga após seis dias consecutivos de trabalho.
Descanso e família lideram planos para o tempo livre
Questionados sobre como utilizariam as horas livres caso a jornada seja reduzida, a maioria dos brasileiros destacou o desejo de melhorar a qualidade de vida. Segundo a pesquisa, 53% afirmaram que pretendem descansar mais e passar mais tempo ao lado da família.
Outros 13% disseram que pretendem aproveitar o período para buscar um segundo emprego ou fazer horas extras, com o objetivo de aumentar a renda mensal.
Além disso, 12% pretendem investir em cursos e estudos para qualificação profissional. Já 9% afirmaram que dedicariam parte do tempo às atividades religiosas.
Lazer e viagens também aparecem entre prioridades
Entre os entrevistados, 6% disseram que utilizariam o tempo livre para atividades de lazer, como passeios, bares, restaurantes e festas. Outros 4% afirmaram que a redução da jornada possibilitaria realizar mais viagens.
A pesquisa ainda registrou que 3% dos participantes não responderam como pretendem aproveitar o eventual aumento do tempo livre. Os dados reforçam que, além do apoio à proposta, os brasileiros enxergam na redução da jornada uma oportunidade para equilibrar melhor trabalho, vida pessoal, qualificação e lazer.