A Justiça de São Paulo condenou o empresário Thiago Brennand a 31 anos de prisão e 3 anos de detenção por uma série de crimes contra uma ex-namorada. A decisão também fixou R$ 100 mil em reparação civil à vítima.
A sentença saiu na segunda-feira (13), na 1ª Vara de Porto Feliz, no interior paulista, e ainda cabe recurso. A mulher afirmou que, em 2021, Brennand a agrediu, estuprou e a obrigou a tatuar as iniciais dele no corpo.
A vítima é brasileira e vivia fora do país. Em uma visita ao Brasil, ela aceitou um convite do empresário para ir à mansão dele no interior de São Paulo, onde relatou ter sofrido uma sequência de agressões a partir do segundo dia.
Segundo o relato da mulher, Brennand tomou seu celular e, quando ela reagiu, passou a agredi-la com as mãos, com um chinelo e com um sapato. Depois, ela disse que ele a forçou a manter relações sexuais.
No terceiro dia, o empresário teria dito que havia uma “surpresa” para ela e a obrigado a tatuar as iniciais TFV em seu corpo. “Ele disse: ‘Você agora é propriedade minha, você vai ficar marcada’. E a arma dele ali, todo mundo vendo ele armado”, contou a vítima em entrevista.
A mulher conseguiu chamar a polícia e deixar o local, mas Brennand não acabou preso naquela ocasião. Depois do episódio, ela embarcou para Recife, onde seus pais vivem, e relatou ter recebido ameaças do empresário, que também teria vazado vídeos íntimos dos dois.
Brennand cumpre pena em regime fechado na Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo. Ele acumula condenações em diferentes processos por estupro e violência contra mulheres.
Na primeira condenação, a Justiça considerou o empresário culpado por estuprar uma norte-americana em julho de 2021 e fixou pena de 10 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Em outro caso, ele recebeu pena de 1 ano e 8 meses, em regime semiaberto, por agredir a modelo Helena Gomes em uma academia de luxo no Shopping Iguatemi, na zona oeste de São Paulo.
Uma massagista brasileira também acusou Brennand de estupro e perseguição. O empresário, que alega inocência, acabou condenado pelo crime ocorrido em 2022.