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Trump vai à final da Copa entre Espanha e Argentina após polêmica com a Fifa

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Trump vai à final da Copa entre Espanha e Argentina após polêmica com a Fifa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá à final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, no domingo, confirmou nesta quinta-feira (16) a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. A presença do republicano encerra semanas de dúvida sobre sua participação no jogo decisivo do torneio.

Leavitt tratou a ida de Trump ao estádio como parte do encerramento oficial da competição. “Sua presença será o toque final naquela que tem sido a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história dos Estados Unidos”, disse a porta-voz em coletiva de imprensa.

O anúncio já tinha sido antecipado no começo dos jogos pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino. No fim de junho, ele afirmou que Trump participaria do encerramento do torneio e que os dois entregariam juntos o troféu à seleção campeã.

Trump não compareceu à partida de abertura da Copa, entre Estados Unidos e Paraguai, em Los Angeles. A ausência abriu dúvidas sobre sua ida à final, especialmente depois de especulações de que o presidente temesse vaias semelhantes às registradas na final da NBA.

Trump booed very loudly here at MSG pic.twitter.com/IeQwwqGtop

— Esfandiar Baraheni (@JustEsBaraheni) June 9, 2026

A relação de Trump com a Copa ficou marcada por uma polêmica envolvendo a seleção americana. O presidente pediu pessoalmente a Infantino que suspendesse um cartão vermelho aplicado a um atacante dos Estados Unidos.

A direção da Fifa acatou o pedido e retirou os efeitos da decisão tomada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Com isso, Folarin Balogun pôde atuar contra a Bélgica, que venceu os americanos por 4 a 1.

A retirada do cartão gerou críticas da União Europeia e da Uefa, que apontaram interferência política em decisões esportivas. As entidades afirmaram que decisões sobre o esporte “pertencem às entidades esportivas, não aos políticos”.

O comissário europeu para assuntos de esporte, Glenn Micallef, também criticou a decisão. “Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte. Nosso foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos”, disse.

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