O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) comparou, no sábado (01), a situação de seu pai, Jair Bolsonaro, ao período de repressão imposto pelo AI-5 durante a ditadura militar. A declaração ocorreu na convenção do Partido Liberal em Santa Catarina, que oficializou a candidatura à reeleição do governador Jorginho Mello.
Jair Bolsonaro cumpre prisão após condenação por tentativa de golpe contra a democracia. Flávio reclamou das restrições de contato entre o ex-presidente e os filhos e afirmou que a família não pode visitá-lo.
“A família está proibida de ver o próprio pai. Em nenhuma constituição da história do nosso Brasil alguém que perdeu direitos políticos como o presidente Bolsonaro […] ficou também censurado, incomunicável e sem poder ver a sua família”, disse Flávio.
O candidato também citou o regime fascista italiano para criticar as medidas impostas ao pai. “Nem no fascismo da Itália foi proibido de receber visita no cárcere. Podia enviar cartas para o povo italiano”, afirmou.
Flávio cita o AI-5 e questiona restrições a Bolsonaro
Ao retomar a comparação com a ditadura, Flávio declarou que o AI-5 representou o único período brasileiro em que uma pessoa sem direito de votar ou concorrer a cargos também perdia a voz. “O único momento da história do Brasil […] foi no AI-5, tão criticado pelos atuais e falsos defensores da democracia”, disse.
O Ato Institucional Número 5 entrou em vigor em dezembro de 1968 e ampliou os poderes da ditadura militar, permitindo o fechamento do Congresso, a suspensão de direitos políticos e a cassação de mandatos, entre outras medidas de exceção.
Durante a convenção, Flávio pediu que o público repetisse o coro “volta Bolsonaro”. “Quem tá com saudades do Bolsonaro aí dá um grito: volta Bolsonaro!”, disse aos presentes.
Flávio afirmou ainda que considera o atual momento político um dos mais perigosos de sua vida e disse temer novas limitações à liberdade de expressão. “As pessoas que estavam me assistindo aqui na rede social agora, por enquanto, ainda podem criticar um político, pode criticar o governo, pode criticar o Flávio Bolsonaro”, declarou.