O advogado Mauro Paciornik, filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Joel Ilan Paciornik, é alvo de uma ação de cobrança que tramita na 5ª Vara Cível de Brasília. Segundo informações constantes do processo e divulgadas pelo portal Metrópoles, os proprietários do imóvel cobram mais de R$ 60 mil, valor relacionado a aluguéis, taxas condominiais e supostos danos registrados em um apartamento de alto padrão às margens do Lago Paranoá. O imóvel teria sido alugado em abril de 2025 por R$ 6,5 mil mensais.
De acordo com a ação, os pagamentos teriam ocorrido somente até agosto daquele ano e, posteriormente, o apartamento teria sido desocupado. Os autores também relacionam na cobrança prejuízos envolvendo móveis e eletrodomésticos, incluindo danos no ofurô, na porta de um quarto, no sofá e em uma televisão. Mauro contesta valores cobrados no processo e argumentou nos autos que seu afastamento do imóvel ocorreu de maneira involuntária em razão de determinação judicial.
O caso também envolve um episódio anterior relacionado a uma mulher que declarou à autoridade policial trabalhar como acompanhante. Conforme a reportagem, houve registro de uma ocorrência envolvendo alegação de agressão no interior do apartamento e chegou a ser determinada medida protetiva. As circunstâncias, entretanto, são objeto de versões apresentadas pelas partes e a acusação não deve ser tratada como uma condenação criminal.
Em manifestação divulgada após a publicação do caso, a defesa de Mauro Paciornik, representada pelos advogados Pedro Ivo Velloso e João Paulo Ferraz, afirmou que o episódio foi arquivado a pedido do Ministério Público, que, segundo os defensores, não identificou crime. A defesa informou ainda que as medidas protetivas foram posteriormente revogadas pelo Poder Judiciário, com anuência das partes, em decisão transitada em julgado. A ação cível relativa aos valores do imóvel, por sua vez, envolve discussão própria sobre as cobranças apresentadas pelos proprietários.




