A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou nesta quinta-feira (27) a versão definitiva do edital para o corredor ferroviário Minas–Rio, formado por aproximadamente 733 quilômetros de trilhos entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro. A medida permite o avanço do processo competitivo que definirá o futuro operador responsável pela exploração e gestão dos trechos atualmente vinculados à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).
O projeto está dividido em dois lotes. O primeiro reúne os trechos entre Iguatama (MG) e Barra Mansa (RJ), além da ligação entre Varginha (MG) e Lavras (MG), com aproximadamente 625,8 quilômetros. O segundo compreende cerca de 107 quilômetros entre Barra Mansa e Angra dos Reis, no estado do Rio. O futuro operador deverá assumir obrigações relacionadas à manutenção, recuperação e modernização da infraestrutura ferroviária.
De acordo com a modelagem apresentada pela ANTT, o operador escolhido também deverá apresentar, em até dois anos após assumir a malha, um plano de recapacitação, recuperação e modernização da ferrovia. A proposta busca garantir condições para a continuidade da operação e estimular novos investimentos na infraestrutura existente.
Durante a análise do processo, o relator Marcelo Fonseca destacou que o corredor Minas–Rio poderá servir de referência para futuros chamamentos públicos de autorização ferroviária no país. O modelo é considerado inovador por envolver trechos ferroviários já existentes e anteriormente explorados sob regime de concessão, diferentemente de grande parte das autorizações concedidas após o novo marco legal das ferrovias.
A ANTT já havia informado que pretende realizar o processo competitivo do corredor Minas–Rio ainda em 2026. O projeto é considerado estratégico por conectar áreas produtoras de Minas Gerais ao território fluminense e ao Porto de Angra dos Reis, ampliando alternativas para o transporte ferroviário de cargas na Região Sudeste.




