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Rio de Janeiro

Polícia Civil investiga agressão a estudante na UFRJ após suposta referência ao nazismo

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Imagem: Divulgação
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Um episódio de violência ocorrido dentro do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Centro do Rio, passou a ser investigado pela Polícia Civil. Um estudante foi agredido com socos e chutes na noite de terça-feira (25), em circunstâncias que, segundo relatos iniciais, envolveriam o uso de uma camiseta e acessórios com símbolos interpretados por pessoas presentes como referências ao nazismo.

Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram o jovem cercado e sendo agredido por várias pessoas dentro da unidade universitária. As imagens registram parte da ocorrência, mas não permitem, isoladamente, estabelecer toda a sequência dos acontecimentos nem determinar a motivação ou intenção do estudante ao utilizar as peças mencionadas. Esses pontos deverão ser esclarecidos durante as investigações.

A apuração está sob responsabilidade da 1ª DP (Praça Mauá). Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, apesar de inicialmente não haver registro de ocorrência na delegacia com as características do episódio, a unidade decidiu instaurar procedimento após tomar conhecimento dos fatos. Nesta quinta-feira (27), agentes realizaram diligências para reunir informações, reconstruir a dinâmica das agressões e buscar a identificação dos envolvidos.

A UFRJ também informou ter instaurado uma comissão de sindicância para investigar administrativamente o caso ocorrido nas dependências do IFCS. A universidade declarou repudiar manifestações de apologia ao nazismo, fascismo, racismo, antissemitismo, machismo e outras formas de intolerância ou discriminação.

Ao mesmo tempo, a instituição ressaltou que agressões físicas ou outras formas de violência não constituem resposta aceitável diante de provocações, conflitos ou divergências. A apuração deverá estabelecer o contexto completo do episódio e eventuais responsabilidades, garantindo aos envolvidos o direito de manifestação e defesa.

Até a conclusão das investigações, não é possível afirmar de forma definitiva que o estudante tenha praticado apologia ao nazismo nem atribuir individualmente responsabilidade criminal pelas agressões apenas com base nos vídeos divulgados nas redes sociais.

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