A rede estadual de São Paulo caiu da 8ª para a 11ª posição no Ideb de 2025 para o ensino médio regular, apesar de uma leve alta na nota geral. O estado, governado por Tarcísio de Freitas, registrou média de 4,3, abaixo dos 4,4 alcançados em 2021, antes dos efeitos mais profundos da pandemia sobre a educação.
O Ministério da Educação divulgou os resultados nesta quarta-feira (5). Em 2023, São Paulo havia tirado 4,2 no indicador, que combina as taxas de aprovação dos estudantes com o desempenho nas provas de língua portuguesa e matemática.
Dez estados superaram a rede paulista em 2025. O Paraná, administrado por Ratinho Junior (PSD), liderou o ranking com 5,1; Goiás, Espírito Santo e Piauí vieram na sequência, todos com média de 4,9.
São Paulo ocupava a primeira posição entre as redes estaduais de ensino médio em 2015. A cada edição posterior do Ideb, outros estados ultrapassaram a rede paulista; em 2023, sete unidades da Federação tinham desempenho superior, o que colocava o estado em 8º lugar pelo critério de desempate das notas das provas.
Os estudantes paulistas alcançaram média de 268,22 em matemática e 276,24 em português em 2025. Os números superaram os de 2023, quando foram de 264,66 e 274,43, respectivamente, mas permanecem abaixo dos índices registrados em 2019.
Na comparação com o período anterior à pandemia, a nota de matemática ficou 5,13 pontos menor e a de português, 2,88 pontos abaixo. As referências consideradas adequadas são 350 pontos em matemática e 300 em língua portuguesa.
O Inep separou nesta divulgação os resultados das escolas de ensino médio regular daqueles que incluem a Educação Profissional e Tecnológica. Quando as duas modalidades entram no cálculo, São Paulo chega a 4,5 no Ideb e ocupa a 8ª posição entre os estados; o instituto não divulgou as médias das provas do Saeb para esse recorte.
A gestão Tarcísio adotou medidas inspiradas na experiência do Paraná, como plataformas digitais para acompanhar frequência e atividades em sala de aula. O governo também desacelerou a expansão do ensino em tempo integral iniciada na administração de João Doria, priorizou o ensino profissionalizante em escolas regulares, implantou unidades cívico-militares e iniciou concessões da gestão de escolas à iniciativa privada.