O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Guilherme Delaroli (PL), afirmou nesta quinta-feira (7) que cada parlamentar deve responder individualmente por suas próprias condutas ao comentar o caso envolvendo a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante).
A declaração foi feita durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, após cobranças feitas pelos deputados Renata Souza (Psol) e Carlos Minc (PSB), que pediram maior rapidez na análise de uma possível cassação do mandato do parlamentar preso.
Durante a fala no plenário, Delaroli defendeu a atuação institucional da Alerj e afirmou que o processo está sendo conduzido dentro dos critérios legais e técnicos da Casa.
“O Parlamento nunca foi omisso. O caso é analisado por técnicos, pela Procuradoria e pelos advogados da casa que são muito bem capacitados”, declarou o vice-presidente da Assembleia.
Na sequência, o parlamentar reforçou que a responsabilidade pelos atos é individual.
“Cada pessoa e cada deputado tem seu CPF e responde pelos seus atos”, afirmou.
O posicionamento ocorre após o Supremo Tribunal Federal formar maioria para manter a prisão de Thiago Rangel, decisão que aumentou a pressão política dentro da Assembleia Legislativa do Rio.
Segundo Delaroli, a Alerj está respeitando os trâmites institucionais e jurídicos relacionados ao caso e acompanha os desdobramentos da decisão da Suprema Corte.
O tema segue gerando repercussão entre parlamentares do Rio de Janeiro e deve continuar em debate nos próximos dias dentro da Assembleia.
Com a manutenção da prisão pelo STF, deputados da oposição passaram a cobrar mais rapidez na tramitação de medidas internas envolvendo o mandato de Thiago Rangel.
Até o momento, a Alerj não anunciou oficialmente prazo para conclusão de eventual análise sobre cassação parlamentar.
O caso segue sendo acompanhado por setores jurídicos da Casa e pode provocar novos desdobramentos políticos no estado do Rio de Janeiro.