A Prefeitura do Rio de Janeiro cassou, no dia 28 de abril de 2026, o alvará de funcionamento do Bar Partisan, localizado na Lapa, região central da cidade. A decisão foi tomada após a repercussão de uma placa instalada na entrada do estabelecimento informando que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não eram bem-vindos.
A mensagem exibida pelo bar rapidamente ganhou visibilidade nas redes sociais, gerando forte reação pública e mobilizando autoridades locais. Vereadores do Rio de Janeiro, como Pedro Duarte e Flávio Valle, formalizaram representações junto ao Ministério Público e à Secretaria de Ordem Pública, pedindo apuração do caso.
Após a primeira polêmica, o estabelecimento instalou uma nova placa com conteúdo ainda mais sensível, exigindo que cidadãos israelenses entregassem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ao Tribunal Penal Internacional. A nova mensagem ampliou a repercussão e intensificou o debate público sobre os limites da manifestação em espaços comerciais.
A Prefeitura do Rio considerou que a conduta do estabelecimento violou normas administrativas e determinou a cassação do alvará, impedindo o funcionamento do bar na Lapa, um dos principais polos culturais e boêmios da capital fluminense.
O caso levanta discussões sobre liberdade de expressão versus regras de funcionamento de estabelecimentos comerciais no Brasil. A defesa do proprietário, Thiago Vieira, classificou a medida como uma “sanção política”, argumentando que as placas tinham caráter simbólico e não representavam, na prática, restrição ao acesso de clientes.
Segundo o advogado do empresário, nenhum cliente teria sido impedido de entrar no local, e a manifestação estaria protegida pelo direito à livre expressão. Ainda assim, a repercussão levou o caso a ganhar dimensão política e jurídica no Rio de Janeiro.
O episódio deve seguir gerando desdobramentos nos próximos dias, com possibilidade de questionamentos judiciais por parte da defesa. Enquanto isso, o caso do Bar Partisan reforça o debate sobre os limites entre opinião, manifestação pública e as regras que regem estabelecimentos comerciais no país.