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PGR pede diligências à PF sobre denúncia contra vice de Flávio Bolsonaro por estupro

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PGR pede diligências à PF sobre denúncia contra vice de Flávio Bolsonaro por estupro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou novas diligências à Polícia Federal (PF) antes de se manifestar sobre o pedido de abertura de inquérito para investigar .

O parlamentar é alvo de uma notícia-crime que pede investigação por suposto crime de estupro de vulnerável. Antes de emitir parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PGR decidiu ampliar a fase preliminar da apuração, solicitando que a Polícia Federal realize novas diligências.

Segundo s da PF, o pedido da Procuradoria foi encaminhado à corporação na quarta-feira (5), mesmo dia em que o nome de Alfredo Gaspar foi oficializado como companheiro de chapa de Flávio Bolsonaro.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as medidas determinadas pela PGR. As diligências podem envolver desde a obtenção de informações complementares até a adoção de medidas investigativas mais amplas, conforme avaliação da Polícia Federal.

Denúncia foi apresentada por Lindbergh e Soraya

O caso teve início a partir de uma denúncia apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).

Os dois parlamentares anunciaram a acusação em 27 de março, data de encerramento dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, da qual Alfredo Gaspar atuava como relator.

Posteriormente, a notícia-crime foi encaminhada à Polícia Federal para análise.

Com base no material recebido, a corporação apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de abertura de inquérito para apurar os fatos narrados na denúncia.

Como Alfredo Gaspar possui foro por prerrogativa de função, cabe ao STF decidir sobre a instauração da investigação.

Caso está sob relatoria de Gilmar Mendes

Após chegar ao Supremo, o procedimento foi distribuído ao ministro Gilmar Mendes, decano da Corte.

Antes de decidir sobre a abertura ou não do inquérito, o magistrado solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República, etapa obrigatória em procedimentos dessa natureza.

Em vez de emitir imediatamente um parecer favorável ou contrário ao prosseguimento da investigação, a PGR optou por requisitar novas diligências à Polícia Federal.

De acordo com pessoas próximas às investigações, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pretende aguardar o resultado dessas medidas antes de definir seu posicionamento oficial.

Somente após a conclusão dessa etapa a Procuradoria deverá encaminhar ao Supremo parecer indicando se entende haver ou não elementos suficientes para justificar a abertura formal de inquérito.

Decisão do STF dependerá do parecer da PGR

Nos bastidores, interlocutores afirmam que Gilmar Mendes também pretende aguardar a manifestação definitiva da Procuradoria antes de deliberar sobre o pedido formulado pela Polícia Federal.

A expectativa é que a decisão do ministro seja tomada somente após a conclusão das diligências solicitadas e o envio do parecer da PGR.

Caso a Procuradoria entenda que existem indícios suficientes para aprofundar a apuração, caberá ao relator decidir pela instauração do inquérito. Se considerar que os elementos apresentados são insuficientes, poderá opinar pelo arquivamento ou por outras providências.

Até o momento, não houve decisão do Supremo sobre a abertura da investigação, e o procedimento permanece em fase preliminar de análise.

A indicação de Alfredo Gaspar como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro ocorreu paralelamente ao andamento desse procedimento, circunstância que conferiu maior repercussão política ao caso em meio às articulações para as eleições de 2026.

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